


A QUESTÃO NÃO É "LER O CÂNONE"
A QUESTÃO NÃO É "LER O CÂNONE"
Talvez você nunca tenha questionado COMO o cânone se formou. Talvez você desconheça os pressupostos que determinaram quem entra e quem fica de fora. Talvez você leia sem as ferramentas para ver o que foi silenciado.
Talvez você nunca tenha questionado COMO o cânone se formou. Talvez você desconheça os pressupostos que determinaram quem entra e quem fica de fora. Talvez você leia sem as ferramentas para ver o que foi silenciado.
Aliados às transformações no mundo como as lutas contra as ditaduras na América do Sul, pela Libertação dos países da África, pelos direitos civis nos EUA, a formação do Brasil e o pensamento dele decorrente não poderia vingar em termos sociais caso a politização deixasse de invadir o ateliê literário.


De qualquer forma, ninguém te ensinou a diferença entre literatura maior e literatura menor — nem como ler politicamente, questionando a lógica que estrutura as "leituras obrigatórias".
Talvez você nunca tenha questionado COMO o cânone se formou. Talvez você desconheça os pressupostos que determinaram quem entra e quem fica de fora. Talvez você leia sem as ferramentas para ver o que foi silenciado.
Aliados às transformações no mundo como as lutas contra as ditaduras na América do Sul, pela Libertação dos países da África, pelos direitos civis nos EUA, a formação do Brasil e o pensamento dele decorrente não poderia vingar em termos sociais caso a politização deixasse de invadir o ateliê literário.

De qualquer forma, ninguém te ensinou a diferença entre literatura maior e literatura menor — nem como ler politicamente, questionando a lógica que estrutura as "leituras obrigatórias".
No Brasil, três nomes definem o cânone: Machado, Mário e Rosa. É a "leitura obrigatória". Essa escolha replica um modelo de copia e cola de teorias estrangeiras que condiciona nossa história literária.
Os laços entre cultura e imperialismo canonizaram um modo de pensar a literatura baseado em pressupostos de superioridade europeia. Lima Barreto é menos considerado que Machado. Sousândrade morreu esquecido enquanto Alencar – escravista empedernido – virou referência obrigatória.
01
A teleologia do cânone

Existe uma linha evolutiva na história da literatura que vai do "primitivo" ao "moderno", culminando sempre na Europa. No Brasil, a mesma lógica: José de Alencar prepara Machado de Assis, nossa culminância. Roberto Schwarz o coloca como quem finalmente nos eleva ao patamar universal.
Essa história tem um problema: é baseada em pressupostos da ciência europeia do século XVIII. Como Edward Said demonstra, essa visão do desenvolvimento europeu como superior justificou o imperialismo. Clarice entra como derivação de Virginia Woolf. Guimarães Rosa como "modernismo tardio" do Terceiro Mundo. Mesmo quando somos reconhecidos, é sempre como eco, nunca como voz.
02
O que ler e por que ler?

Edward Said coloca a questão: o que ler e o que fazer com essa leitura? Ele aponta que todas as teorias críticas evitaram o horizonte político determinante: o imperialismo. Incluem-se Rousseau, Dickens, Flaubert no cânone. Ao mesmo tempo, excluem-se suas relações com a obra do imperialismo.
"Ler Austen sem ler também Fanon e Cabral é separar a cultura moderna de suas ligações e comprometimentos. É um processo que deve ser invertido".
No Brasil, esse processo de inversão nunca foi feito adequadamente. Forma e política sempre andaram juntas na formação do cânone. A Confederação dos Tamoios tinha protagonismo indígena, mas perdeu para o romance de Alencar que adocicava indígenas.
03
Literatura menor e as lutas minoritárias

Na virada do século XIX para o XX, surge a literatura menor. Kafka – judeu tcheco, falando alemão, iídiche, tcheco – faz a língua maior tremer. Nos países do Terceiro Mundo, o assunto privado é imediatamente público.
Carolina de Jesus escreve um diário íntimo extraordinariamente político. Lélia Gonzalez fala da língua da mãe preta – o "pretoguês" – invertendo o signo da dominação. Beatriz Nascimento cria o quilombismo: o quilombo como dissidência em movimento.
Essa é a literatura menor: ela emerge das lutas minoritárias, da experiência concreta, da voz que foi silenciada. Enquanto isso, Machado foi celebrado no Estado Novo e na Ditadura Militar. Durante 60 anos, a crítica brasileira leu Dom Casmurro da mesma forma: Capitu traiu. Naturalizar leituras é perigoso – mostra nossa incompetência como leitores.
No Brasil, três nomes definem o cânone: Machado, Mário e Rosa. É a "leitura obrigatória". Essa escolha replica um modelo de copia e cola de teorias estrangeiras que condiciona nossa história literária.
Os laços entre cultura e imperialismo canonizaram um modo de pensar a literatura baseado em pressupostos de superioridade europeia. Lima Barreto é menos considerado que Machado. Sousândrade morreu esquecido enquanto Alencar – escravista empedernido – virou referência obrigatória.
01
A teleologia do cânone

Existe uma linha evolutiva na história da literatura que vai do "primitivo" ao "moderno", culminando sempre na Europa. No Brasil, a mesma lógica: José de Alencar prepara Machado de Assis, nossa culminância. Roberto Schwarz o coloca como quem finalmente nos eleva ao patamar universal.
Essa história tem um problema: é baseada em pressupostos da ciência europeia do século XVIII. Como Edward Said demonstra, essa visão do desenvolvimento europeu como superior justificou o imperialismo. Clarice entra como derivação de Virginia Woolf. Guimarães Rosa como "modernismo tardio" do Terceiro Mundo. Mesmo quando somos reconhecidos, é sempre como eco, nunca como voz.
02
O que ler e por que ler?

Edward Said coloca a questão: o que ler e o que fazer com essa leitura? Ele aponta que todas as teorias críticas evitaram o horizonte político determinante: o imperialismo. Incluem-se Rousseau, Dickens, Flaubert no cânone. Ao mesmo tempo, excluem-se suas relações com a obra do imperialismo.
"Ler Austen sem ler também Fanon e Cabral é separar a cultura moderna de suas ligações e comprometimentos. É um processo que deve ser invertido".
No Brasil, esse processo de inversão nunca foi feito adequadamente. Forma e política sempre andaram juntas na formação do cânone. A Confederação dos Tamoios tinha protagonismo indígena, mas perdeu para o romance de Alencar que adocicava indígenas.
03
Literatura menor e as lutas minoritárias

Na virada do século XIX para o XX, surge a literatura menor. Kafka – judeu tcheco, falando alemão, iídiche, tcheco – faz a língua maior tremer. Nos países do Terceiro Mundo, o assunto privado é imediatamente público.
Carolina de Jesus escreve um diário íntimo extraordinariamente político. Lélia Gonzalez fala da língua da mãe preta – o "pretoguês" – invertendo o signo da dominação. Beatriz Nascimento cria o quilombismo: o quilombo como dissidência em movimento.
Essa é a literatura menor: ela emerge das lutas minoritárias, da experiência concreta, da voz que foi silenciada. Enquanto isso, Machado foi celebrado no Estado Novo e na Ditadura Militar. Durante 60 anos, a crítica brasileira leu Dom Casmurro da mesma forma: Capitu traiu. Naturalizar leituras é perigoso – mostra nossa incompetência como leitores.
No Brasil, três nomes definem o cânone: Machado, Mário e Rosa. É a "leitura obrigatória". Essa escolha replica um modelo de copia e cola de teorias estrangeiras que condiciona nossa história literária.
Os laços entre cultura e imperialismo canonizaram um modo de pensar a literatura baseado em pressupostos de superioridade europeia. Lima Barreto é menos considerado que Machado. Sousândrade morreu esquecido enquanto Alencar – escravista empedernido – virou referência obrigatória.
01
A teleologia do cânone

Existe uma linha evolutiva na história da literatura que vai do "primitivo" ao "moderno", culminando sempre na Europa. No Brasil, a mesma lógica: José de Alencar prepara Machado de Assis, nossa culminância. Roberto Schwarz o coloca como quem finalmente nos eleva ao patamar universal.
Essa história tem um problema: é baseada em pressupostos da ciência europeia do século XVIII. Como Edward Said demonstra, essa visão do desenvolvimento europeu como superior justificou o imperialismo. Clarice entra como derivação de Virginia Woolf. Guimarães Rosa como "modernismo tardio" do Terceiro Mundo. Mesmo quando somos reconhecidos, é sempre como eco, nunca como voz.
02
O que ler e por que ler?

Edward Said coloca a questão: o que ler e o que fazer com essa leitura? Ele aponta que todas as teorias críticas evitaram o horizonte político determinante: o imperialismo. Incluem-se Rousseau, Dickens, Flaubert no cânone. Ao mesmo tempo, excluem-se suas relações com a obra do imperialismo.
"Ler Austen sem ler também Fanon e Cabral é separar a cultura moderna de suas ligações e comprometimentos. É um processo que deve ser invertido".
No Brasil, esse processo de inversão nunca foi feito adequadamente. Forma e política sempre andaram juntas na formação do cânone. A Confederação dos Tamoios tinha protagonismo indígena, mas perdeu para o romance de Alencar que adocicava indígenas.
03
Literatura menor e as lutas minoritárias

Na virada do século XIX para o XX, surge a literatura menor. Kafka – judeu tcheco, falando alemão, iídiche, tcheco – faz a língua maior tremer. Nos países do Terceiro Mundo, o assunto privado é imediatamente público.
Carolina de Jesus escreve um diário íntimo extraordinariamente político. Lélia Gonzalez fala da língua da mãe preta – o "pretoguês" – invertendo o signo da dominação. Beatriz Nascimento cria o quilombismo: o quilombo como dissidência em movimento.
Essa é a literatura menor: ela emerge das lutas minoritárias, da experiência concreta, da voz que foi silenciada. Enquanto isso, Machado foi celebrado no Estado Novo e na Ditadura Militar. Durante 60 anos, a crítica brasileira leu Dom Casmurro da mesma forma: Capitu traiu. Naturalizar leituras é perigoso – mostra nossa incompetência como leitores.
cultura e resistência
cultura e resistência
cultura e resistência
o percurso
o percurso
Organizei esse percurso em cinco aulas fundamentais que contam a história não contada do cânone literário brasileiro e as ferramentas para desmontá-lo.
Organizei esse percurso em cinco aulas fundamentais que contam a história não contada do cânone literário brasileiro e as ferramentas para desmontá-lo.
aula 1
Aula 1: Sobre o "sentido" e o "fim" da história da literatura: A teleologia da história literária, a culminância europeia, o pressuposto imperialista que determina quem é cânone e quem é esquecido.
Aula 1: Sobre o "sentido" e o "fim" da história da literatura: A teleologia da história literária, a culminância europeia, o pressuposto imperialista que determina quem é cânone e quem é esquecido.
aula 2
Aula 2: Cânone – o que ler e o que fazer com essa leitura? A crítica de Edward Said às teorias que ignoram o imperialismo. Por que Alencar venceu Magalhães? Como forma e política andam juntas na consagração.
Aula 2: Cânone – o que ler e o que fazer com essa leitura? A crítica de Edward Said às teorias que ignoram o imperialismo. Por que Alencar venceu Magalhães? Como forma e política andam juntas na consagração.
aula 3
A ciência como dominação e os meios de resistência: O conceito de literatura menor. Carolina de Jesus, Lélia Gonzalez, Beatriz Nascimento, Eduardo Coutinho – como o privado se torna público nas lutas minoritárias.
A ciência como dominação e os meios de resistência: O conceito de literatura menor. Carolina de Jesus, Lélia Gonzalez, Beatriz Nascimento, Eduardo Coutinho – como o privado se torna público nas lutas minoritárias.
aula 4
O cânone brasileiro – uma leitura "maior" ou "menor": Machado de Assis e a Guerra do Paraguai. Sousândrade esquecido. A incompetência do leitor brasileiro. O que significa ler politicamente.
O cânone brasileiro – uma leitura "maior" ou "menor": Machado de Assis e a Guerra do Paraguai. Sousândrade esquecido. A incompetência do leitor brasileiro. O que significa ler politicamente.
aula 5
A literatura entre cultura e imperialismo:
Camus e o Nobel. Bertrand Russell e o controle populacional. Como o aparato de consagração mantém a desigualdade cultural.
A literatura entre cultura e imperialismo:
Camus e o Nobel. Bertrand Russell e o controle populacional. Como o aparato de consagração mantém a desigualdade cultural.
AULA AO VIVO
aula 5
aula 5
O contra-cânone de Roberto Bolaño:
Na próxima segunda-feira a noite, dia 22/12, farei uma aula ao vivo sobre o romancista chileno, e suas implicações para a literatura latino-americana.
O contra-cânone de Roberto Bolaño:
Na próxima segunda-feira a noite, dia 22/12, farei uma aula ao vivo sobre o romancista chileno, e suas implicações para a literatura latino-americana.
O contra-cânone de Roberto Bolaño:
Na próxima segunda-feira a noite, dia 22/12, farei uma aula ao vivo sobre o romancista chileno, e suas implicações para a literatura latino-americana.
Cânone e Crítica
Há quanto tempo você sabe que deveria estudar isso mais a fundo?
Há quanto tempo você sabe que deveria estudar isso mais a fundo?
Este curso não é conteúdo atemporal para "fazer qualquer dia". É uma obrigação intelectual que, adiada, cobra seu preço. Você continua lendo sem questionar como o cânone se formou, quem entrou, quem ficou de fora e por quê.
Além das cinco aulas gravadas, há um encontro ao vivo sobre Roberto Bolaño, o romancista que fez da literatura latino-americana um contra-cânone. Vale assistir junto.
A questão não é quando você terá tempo para ler teoria literária. A questão é: quanto tempo mais você vai perder lendo sem questionar?
Valor da inscrição
A Engenhoca
R$ 150
por R$150
Faça um pagamento seguro e facilitado
Comunidade dedicada
Suporte do professor
Materiais complementares
Acesso por 1 mês (pode ser ampliado)
Cânone e Crítica
Há quanto tempo você sabe que deveria estudar isso mais a fundo?
Há quanto tempo você sabe que deveria estudar isso mais a fundo?
Este curso não é conteúdo atemporal para "fazer qualquer dia". É uma obrigação intelectual que, adiada, cobra seu preço. Você continua lendo sem questionar como o cânone se formou, quem entrou, quem ficou de fora e por quê.
Além das cinco aulas gravadas, há um encontro ao vivo sobre Roberto Bolaño, o romancista que fez da literatura latino-americana um contra-cânone. Vale assistir junto.
A questão não é quando você terá tempo para ler teoria literária. A questão é: quanto tempo mais você vai perder lendo sem questionar?
Valor da inscrição
A Engenhoca
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Comunidade dedicada
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Acesso por 1 mês (pode ser ampliado)
Cânone e Crítica
Há quanto tempo você sabe que deveria estudar isso mais a fundo?
Há quanto tempo você sabe que deveria estudar isso mais a fundo?
Este curso não é conteúdo atemporal para "fazer qualquer dia". É uma obrigação intelectual que, adiada, cobra seu preço. Você continua lendo sem questionar como o cânone se formou, quem entrou, quem ficou de fora e por quê.
Além das cinco aulas gravadas, há um encontro ao vivo sobre Roberto Bolaño, o romancista que fez da literatura latino-americana um contra-cânone. Vale assistir junto.
A questão não é quando você terá tempo para ler teoria literária. A questão é: quanto tempo mais você vai perder lendo sem questionar?
Valor da inscrição
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Comunidade dedicada
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Acesso por 1 mês (pode ser ampliado)

Rogério Mattos
Prof.º Dr.º

Rogério Mattos
Prof.º Dr.º

Rogério Mattos
Prof.º Dr.º
// QUEM CRIOU as aulas //
// QUEM CRIOU as aulas //
Rogério Mattos é doutor em Estudos Literários pela UFF e professor com quinze anos de experiência atravessando o ensino básico e superior, a educação pública e privada. Sua formação híbrida – História (UERJ), Literatura Portuguesa (mestrado/UERJ), História da África e do negro no Brasil (especialização/UCAM) – reflete uma recusa deliberada às fronteiras disciplinares que empobreceram o pensamento brasileiro.
Desde 2016, desenvolve através d'O Abertinho uma prática ensaística que desafia a separação entre rigor acadêmico e engajamento político. Seus textos circularam por publicações como Teoria e Debate, Brasil de Fato, GGN e diversos periódicos acadêmicos – sempre na fronteira entre a análise cultural e a intervenção crítica.
Sua abordagem articula teoria literária, filosofia da imagem e análise histórica para desvendar os mecanismos da experiência moderna. Neste curso, mobiliza décadas de leitura sobre Benjamin, Deleuze, Agamben e Foucault para mostrar como o cinema do pós-guerra reconfigurou nossa capacidade de ver – rompendo clichês e abrindo a possibilidade de uma visão pura do tempo.
Rogério Mattos é doutor em Estudos Literários pela UFF e professor com quinze anos de experiência atravessando o ensino básico e superior, a educação pública e privada. Sua formação híbrida – História (UERJ), Literatura Portuguesa (mestrado/UERJ), História da África e do negro no Brasil (especialização/UCAM) – reflete uma recusa deliberada às fronteiras disciplinares que empobreceram o pensamento brasileiro.
Desde 2016, desenvolve através d'O Abertinho uma prática ensaística que desafia a separação entre rigor acadêmico e engajamento político. Seus textos circularam por publicações como Teoria e Debate, Brasil de Fato, GGN e diversos periódicos acadêmicos – sempre na fronteira entre a análise cultural e a intervenção crítica.
Sua abordagem articula teoria literária, análise histórica e crítica da cultura para desvendar os mecanismos de despolitização que estruturam o Brasil contemporâneo. Não por acaso: entende que a destruição da imaginação política brasileira passa necessariamente pela fragmentação dos saberes e pela tecnicização do debate público.
Neste curso, mobiliza décadas de pesquisa sobre as transformações da cultura política brasileira – de Dias Gomes a Conceição Tavares, do grotesco televisivo ao consenso neoliberal – para revelar como fomos ensinados a não pensar alternativas.
Rogério Mattos é doutor em Estudos Literários pela UFF e professor com quinze anos de experiência atravessando o ensino básico e superior, a educação pública e privada. Sua formação híbrida – História (UERJ), Literatura Portuguesa (mestrado/UERJ), História da África e do negro no Brasil (especialização/UCAM) – reflete uma recusa deliberada às fronteiras disciplinares que empobreceram o pensamento brasileiro.
Desde 2016, desenvolve através d'O Abertinho uma prática ensaística que desafia a separação entre rigor acadêmico e engajamento político. Seus textos circularam por publicações como Teoria e Debate, Brasil de Fato, GGN e diversos periódicos acadêmicos – sempre na fronteira entre a análise cultural e a intervenção crítica.
Sua abordagem articula teoria literária, análise histórica e crítica da cultura para desvendar os mecanismos de despolitização que estruturam o Brasil contemporâneo. Não por acaso: entende que a destruição da imaginação política brasileira passa necessariamente pela fragmentação dos saberes e pela tecnicização do debate público.
Neste curso, mobiliza décadas de pesquisa sobre as transformações da cultura política brasileira – de Dias Gomes a Conceição Tavares, do grotesco televisivo ao consenso neoliberal – para revelar como fomos ensinados a não pensar alternativas.