O Cinema de Walter Benjamin

A experiência reconfigurada pelo cinema

por Rogério Mattos

O Cinema de Walter Benjamin

A experiência reconfigurada pelo cinema

por Rogério Mattos

O Cinema de Walter Benjamin

A experiência reconfigurada pelo cinema

por Rogério Mattos

A QUESTÃO NÃO É "CONHECER BENJAMIN OU CINEMA DE ARTE"

A QUESTÃO NÃO É "CONHECER BENJAMIN OU CINEMA DE ARTE"

Talvez você nunca tenha assistido Ozu, Antonioni ou Rossellini. Talvez até assistiu, mas terminou os filmes sem entender por que são importantes. Eles não te forçaram a pensar.

Talvez você nunca tenha assistido Ozu, Antonioni ou Rossellini. Talvez até assistiu, mas terminou os filmes sem entender por que são importantes. Eles não te forçaram a pensar.

Aliados às transformações no mundo como as lutas contra as ditaduras na América do Sul, pela Libertação dos países da África, pelos direitos civis nos EUA, a formação do Brasil e o pensamento dele decorrente não poderia vingar em termos sociais caso a politização deixasse de invadir o ateliê literário.

De qualquer forma, ninguém te ensinou a VER de verdade — a romper seus próprios clichês perceptivos e acessar a imagem pura: ter a experiência do visionário.

Talvez você nunca tenha assistido Ozu, Antonioni ou Rossellini. Talvez até assistiu, mas terminou os filmes sem entender por que são importantes. Eles não te forçaram a pensar.

Aliados às transformações no mundo como as lutas contra as ditaduras na América do Sul, pela Libertação dos países da África, pelos direitos civis nos EUA, a formação do Brasil e o pensamento dele decorrente não poderia vingar em termos sociais caso a politização deixasse de invadir o ateliê literário.

De qualquer forma, ninguém te ensinou a VER de verdade — a romper seus próprios clichês perceptivos e acessar a imagem pura: ter a experiência do visionário.

Eu ensino essa passagem

ou continue lendo para entender melhor o percurso →

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Vivemos numa civilização de clichês. Não faltam imagens – faltam olhos para ver. Percebemos apenas o que estamos condicionados a perceber: nossos interesses econômicos, nossas crenças ideológicas, nossas exigências psicológicas.


O cinema do pós-guerra – Ozu, Antonioni, Rossellini – operou uma ruptura fundamental. Rompeu os circuitos sensório-motores. Quando nossos esquemas de ação se bloqueiam, aparece uma imagem ótica e sonora pura, que faz surgir a coisa em si mesma, literalmente, em seu excesso de horror ou de beleza.


Essa transformação não é apenas técnica. É uma reconfiguração da experiência moderna – aquela que Benjamin viu em Baudelaire, aquela que Deleuze encontrou nos espaços quaisquer, aquela que Antonioni diagnosticou como a doença de Eros.

01

A ruptura dos circuitos sensório-motores

A tese clássica de Bazin associa o neorrealismo a um "a mais" de realidade com preocupação social. Mas o que realmente acontece é uma disjunção: a quebra dos circuitos sensório-motores.


A empregada de Umberto D. limpa o moedor de café, fecha a porta com o pé. Quando seus olhos fitam sua barriga de grávida, é como se nascesse toda a miséria do mundo. Ela não tem resposta. O personagem passa a ser espectador do próprio filme.


Em Europa 51, de Rossellini, uma burguesa atravessa favelas e fábricas após a morte do filho. "Pensei em estar vendo condenados", ela diz. Seus olhos abandonam a função prática. Ela aprendeu a ver. Tornou-se visionária. Essa é a transformação que o cinema moderno oferece – mas que você precisa aprender a reconhecer.

02

O tempo em estado puro

No cinema de Ozu, não há linha que conecta os momentos decisivos. A câmera recua num restaurante, avança num corredor – mas esse corredor já é outro lugar. Espaços vazios. Interiores sem ocupantes. Naturezas mortas.


"A forma imutável daquilo que muda". Esse é o tempo em pessoa – um pouco de tempo em estado puro. A natureza morta é o tempo, pois tudo que muda está no tempo, mas o próprio tempo não muda. Distinguir essas camadas exige um olhar treinado.

03

Eros doente e a coragem da verdade

Antonioni diagnostica: existe uma fratura entre a ciência (que muda de opinião o tempo todo) e uma moral enrijecida, imóvel. Os sentimentos são da época de Homero. Sentimentos arcaicos, velhos, decrépitos.


Em A Aventura, uma garota desaparece. Há uma busca, mas ninguém crê nisso. O noivo e a amiga da desaparecida fogem sob o pretexto de procurá-la. "Nós estamos doentes de Eros. A catástrofe é um impulso erótico barato, inútil, infeliz."


E não basta saber disso – o herói percebe a natureza grosseira do impulso, mas isso não basta. O que põe a verdade em relação com o tempo não é o conhecimento científico, é o problema da moral – o domínio dos sentimentos.

Vivemos numa civilização de clichês. Não faltam imagens – faltam olhos para ver. Percebemos apenas o que estamos condicionados a perceber: nossos interesses econômicos, nossas crenças ideológicas, nossas exigências psicológicas.


O cinema do pós-guerra – Ozu, Antonioni, Rossellini – operou uma ruptura fundamental. Rompeu os circuitos sensório-motores. Quando nossos esquemas de ação se bloqueiam, aparece uma imagem ótica e sonora pura, que faz surgir a coisa em si mesma, literalmente, em seu excesso de horror ou de beleza.


Essa transformação não é apenas técnica. É uma reconfiguração da experiência moderna – aquela que Benjamin viu em Baudelaire, aquela que Deleuze encontrou nos espaços quaisquer, aquela que Antonioni diagnosticou como a doença de Eros.

01

A ruptura dos circuitos sensório-motores

A tese clássica de Bazin associa o neorrealismo a um "a mais" de realidade com preocupação social. Mas o que realmente acontece é uma disjunção: a quebra dos circuitos sensório-motores.


A empregada de Umberto D. limpa o moedor de café, fecha a porta com o pé. Quando seus olhos fitam sua barriga de grávida, é como se nascesse toda a miséria do mundo. Ela não tem resposta. O personagem passa a ser espectador do próprio filme.


Em Europa 51, de Rossellini, uma burguesa atravessa favelas e fábricas após a morte do filho. "Pensei em estar vendo condenados", ela diz. Seus olhos abandonam a função prática. Ela aprendeu a ver. Tornou-se visionária. Essa é a transformação que o cinema moderno oferece – mas que você precisa aprender a reconhecer.

02

O tempo em estado puro

No cinema de Ozu, não há linha que conecta os momentos decisivos. A câmera recua num restaurante, avança num corredor – mas esse corredor já é outro lugar. Espaços vazios. Interiores sem ocupantes. Naturezas mortas.


"A forma imutável daquilo que muda". Esse é o tempo em pessoa – um pouco de tempo em estado puro. A natureza morta é o tempo, pois tudo que muda está no tempo, mas o próprio tempo não muda. Distinguir essas camadas exige um olhar treinado.

03

Eros doente e a coragem da verdade

Antonioni diagnostica: existe uma fratura entre a ciência (que muda de opinião o tempo todo) e uma moral enrijecida, imóvel. Os sentimentos são da época de Homero. Sentimentos arcaicos, velhos, decrépitos.


Em A Aventura, uma garota desaparece. Há uma busca, mas ninguém crê nisso. O noivo e a amiga da desaparecida fogem sob o pretexto de procurá-la. "Nós estamos doentes de Eros. A catástrofe é um impulso erótico barato, inútil, infeliz."


E não basta saber disso – o herói percebe a natureza grosseira do impulso, mas isso não basta. O que põe a verdade em relação com o tempo não é o conhecimento científico, é o problema da moral – o domínio dos sentimentos.

Vivemos numa civilização de clichês. Não faltam imagens – faltam olhos para ver. Percebemos apenas o que estamos condicionados a perceber: nossos interesses econômicos, nossas crenças ideológicas, nossas exigências psicológicas.


O cinema do pós-guerra – Ozu, Antonioni, Rossellini – operou uma ruptura fundamental. Rompeu os circuitos sensório-motores. Quando nossos esquemas de ação se bloqueiam, aparece uma imagem ótica e sonora pura, que faz surgir a coisa em si mesma, literalmente, em seu excesso de horror ou de beleza.


Essa transformação não é apenas técnica. É uma reconfiguração da experiência moderna – aquela que Benjamin viu em Baudelaire, aquela que Deleuze encontrou nos espaços quaisquer, aquela que Antonioni diagnosticou como a doença de Eros.

01

A ruptura dos circuitos sensório-motores

A tese clássica de Bazin associa o neorrealismo a um "a mais" de realidade com preocupação social. Mas o que realmente acontece é uma disjunção: a quebra dos circuitos sensório-motores.


A empregada de Umberto D. limpa o moedor de café, fecha a porta com o pé. Quando seus olhos fitam sua barriga de grávida, é como se nascesse toda a miséria do mundo. Ela não tem resposta. O personagem passa a ser espectador do próprio filme.


Em Europa 51, de Rossellini, uma burguesa atravessa favelas e fábricas após a morte do filho. "Pensei em estar vendo condenados", ela diz. Seus olhos abandonam a função prática. Ela aprendeu a ver. Tornou-se visionária. Essa é a transformação que o cinema moderno oferece – mas que você precisa aprender a reconhecer.

02

O tempo em estado puro

No cinema de Ozu, não há linha que conecta os momentos decisivos. A câmera recua num restaurante, avança num corredor – mas esse corredor já é outro lugar. Espaços vazios. Interiores sem ocupantes. Naturezas mortas.


"A forma imutável daquilo que muda". Esse é o tempo em pessoa – um pouco de tempo em estado puro. A natureza morta é o tempo, pois tudo que muda está no tempo, mas o próprio tempo não muda. Distinguir essas camadas exige um olhar treinado.

03

Eros doente e a coragem da verdade

Antonioni diagnostica: existe uma fratura entre a ciência (que muda de opinião o tempo todo) e uma moral enrijecida, imóvel. Os sentimentos são da época de Homero. Sentimentos arcaicos, velhos, decrépitos.


Em A Aventura, uma garota desaparece. Há uma busca, mas ninguém crê nisso. O noivo e a amiga da desaparecida fogem sob o pretexto de procurá-la. "Nós estamos doentes de Eros. A catástrofe é um impulso erótico barato, inútil, infeliz."


E não basta saber disso – o herói percebe a natureza grosseira do impulso, mas isso não basta. O que põe a verdade em relação com o tempo não é o conhecimento científico, é o problema da moral – o domínio dos sentimentos.

os sintomas do tempo presente

os sintomas do tempo presente

os sintomas do tempo presente

o percurso

o percurso

o percurso

Organizei esse percurso em duas aulas densas que conectam teoria literária, filosofia da imagem e análise cinematográfica.

Organizei esse percurso em duas aulas densas que conectam teoria literária, filosofia da imagem e análise cinematográfica.

aula 1


De Ozu a Antonioni – a experiência reconfigurada


Crítica ao Bazin. Ruptura sensório-motora no neorrealismo. Espaços quaisquer e situações óticas puras. Ozu e as naturezas mortas. O personagem como espectador. A questão do clichê.


De Ozu a Antonioni – a experiência reconfigurada


Crítica ao Bazin. Ruptura sensório-motora no neorrealismo. Espaços quaisquer e situações óticas puras. Ozu e as naturezas mortas. O personagem como espectador. A questão do clichê.


De Ozu a Antonioni – a experiência reconfigurada


Crítica ao Bazin. Ruptura sensório-motora no neorrealismo. Espaços quaisquer e situações óticas puras. Ozu e as naturezas mortas. O personagem como espectador. A questão do clichê.

AULA 2

aula 2

aula 2


Eros e Cronos – a experiência e a aventura


Antonioni e a doença de Eros. Baudelaire e a perda da aura. Correspondências e rememoração. A câmera obsessiva. Moral envelhecida versus ciência em movimento. Não basta se conhecer – a coragem da verdade.


Eros e Cronos – a experiência e a aventura


Antonioni e a doença de Eros. Baudelaire e a perda da aura. Correspondências e rememoração. A câmera obsessiva. Moral envelhecida versus ciência em movimento. Não basta se conhecer – a coragem da verdade.


Eros e Cronos – a experiência e a aventura


Antonioni e a doença de Eros. Baudelaire e a perda da aura. Correspondências e rememoração. A câmera obsessiva. Moral envelhecida versus ciência em movimento. Não basta se conhecer – a coragem da verdade.

Quantos filmes você já assistiu sem realmente VER?

Quantas vezes você tentou assistir Antonioni, Ozu, Rossellini e percebeu não os clichês que os filmes desmontam, mas a sua incapacidade de assistir sem os seus próprios clichês pessoais?


Você dormiu. Não entendeu nada. Desistiu.


Não faltam filmes na sua lista. Falta aprender a VER.


Este curso acontece AGORA — não é conteúdo atemporal para "assistir qualquer dia".


É uma leitura do cinema moderno a partir do momento presente, do diagnóstico de 2025. Daqui 6 meses, minha forma de ler Antonioni pode ter mudado. O curso será outro (se houver).


Esta versão — com estas 2 aulas, este recorte teórico, este preço — existe uma vez.


A questão não é quando você terá tempo para assistir cinema.


A questão é: quanto tempo mais você vai perder VENDO sem ver?

Preço atual

25% Off

R$75

R$100

por R$75

valor do momento. pode ser por algumas horas ou poucos dias

Resumo didático das aulas

Ensaio crítico-didático

Suporte do professor

Materiais complementares

1 mês de acesso (com possibilidade de extensão do prazo)

Quantos filmes você já assistiu sem realmente VER?

Quantas vezes você tentou assistir Antonioni, Ozu, Rossellini e percebeu não os clichês que os filmes desmontam, mas a sua incapacidade de assistir sem os seus próprios clichês pessoais?


Você dormiu. Não entendeu nada. Desistiu.


Não faltam filmes na sua lista. Falta aprender a VER.


Este curso acontece AGORA — não é conteúdo atemporal para "assistir qualquer dia".


É uma leitura do cinema moderno a partir do momento presente, do diagnóstico de 2025. Daqui 6 meses, minha forma de ler Antonioni pode ter mudado. O curso será outro (se houver).


Esta versão — com estas 2 aulas, este recorte teórico, este preço — existe uma vez.


A questão não é quando você terá tempo para assistir cinema.


A questão é: quanto tempo mais você vai perder VENDO sem ver?

Preço atual

25% Off

de R$100

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por R$75

valor do momento. pode ser por algumas horas ou poucos dias

Resumo didático das aulas

Ensaio crítico-didático

Suporte do professor

Materiais complementares

Acesso por 1 mês (com possibilidade de extensão do prazo)

Quantos filmes você já assistiu sem realmente VER?

Quantas vezes você tentou assistir Antonioni, Ozu, Rossellini e percebeu não os clichês que os filmes desmontam, mas a sua incapacidade de assistir sem os seus próprios clichês pessoais?


Você dormiu. Não entendeu nada. Desistiu.


Não faltam filmes na sua lista. Falta aprender a VER.


Este curso acontece AGORA — não é conteúdo atemporal para "assistir qualquer dia".


É uma leitura do cinema moderno a partir do momento presente, do diagnóstico de 2025. Daqui 6 meses, minha forma de ler Antonioni pode ter mudado. O curso será outro (se houver).


Esta versão — com estas 2 aulas, este recorte teórico, este preço — existe uma vez.


A questão não é quando você terá tempo para assistir cinema.


A questão é: quanto tempo mais você vai perder VENDO sem ver?

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1 mês de acesso (com possibilidade de extensão do prazo)

Team Image

Rogério Mattos

Prof.º Dr.º

Team Image

Rogério Mattos

Prof.º Dr.º

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Rogério Mattos

Prof.º Dr.º

// QUEM CRIOU as aulas //

// QUEM CRIOU as aulas //



Rogério Mattos é doutor em Estudos Literários pela UFF e professor com quinze anos de experiência atravessando o ensino básico e superior, a educação pública e privada. Sua formação híbrida – História (UERJ), Literatura Portuguesa (mestrado/UERJ), História da África e do negro no Brasil (especialização/UCAM) – reflete uma recusa deliberada às fronteiras disciplinares que empobreceram o pensamento brasileiro.


Desde 2016, desenvolve através d'O Abertinho uma prática ensaística que desafia a separação entre rigor acadêmico e engajamento político. Seus textos circularam por publicações como Teoria e Debate, Brasil de Fato, GGN e diversos periódicos acadêmicos – sempre na fronteira entre a análise cultural e a intervenção crítica.


Sua abordagem articula teoria literária, filosofia da imagem e análise histórica para desvendar os mecanismos da experiência moderna. Neste curso, mobiliza décadas de leitura sobre Benjamin, Deleuze, Agamben e Foucault para mostrar como o cinema do pós-guerra reconfigurou nossa capacidade de ver – rompendo clichês e abrindo a possibilidade de uma visão pura do tempo.



Rogério Mattos é doutor em Estudos Literários pela UFF e professor com quinze anos de experiência atravessando o ensino básico e superior, a educação pública e privada. Sua formação híbrida – História (UERJ), Literatura Portuguesa (mestrado/UERJ), História da África e do negro no Brasil (especialização/UCAM) – reflete uma recusa deliberada às fronteiras disciplinares que empobreceram o pensamento brasileiro.


Desde 2016, desenvolve através d'O Abertinho uma prática ensaística que desafia a separação entre rigor acadêmico e engajamento político. Seus textos circularam por publicações como Teoria e Debate, Brasil de Fato, GGN e diversos periódicos acadêmicos – sempre na fronteira entre a análise cultural e a intervenção crítica.


Sua abordagem articula teoria literária, análise histórica e crítica da cultura para desvendar os mecanismos de despolitização que estruturam o Brasil contemporâneo. Não por acaso: entende que a destruição da imaginação política brasileira passa necessariamente pela fragmentação dos saberes e pela tecnicização do debate público.


Neste curso, mobiliza décadas de pesquisa sobre as transformações da cultura política brasileira – de Dias Gomes a Conceição Tavares, do grotesco televisivo ao consenso neoliberal – para revelar como fomos ensinados a não pensar alternativas.



Rogério Mattos é doutor em Estudos Literários pela UFF e professor com quinze anos de experiência atravessando o ensino básico e superior, a educação pública e privada. Sua formação híbrida – História (UERJ), Literatura Portuguesa (mestrado/UERJ), História da África e do negro no Brasil (especialização/UCAM) – reflete uma recusa deliberada às fronteiras disciplinares que empobreceram o pensamento brasileiro.


Desde 2016, desenvolve através d'O Abertinho uma prática ensaística que desafia a separação entre rigor acadêmico e engajamento político. Seus textos circularam por publicações como Teoria e Debate, Brasil de Fato, GGN e diversos periódicos acadêmicos – sempre na fronteira entre a análise cultural e a intervenção crítica.


Sua abordagem articula teoria literária, análise histórica e crítica da cultura para desvendar os mecanismos de despolitização que estruturam o Brasil contemporâneo. Não por acaso: entende que a destruição da imaginação política brasileira passa necessariamente pela fragmentação dos saberes e pela tecnicização do debate público.


Neste curso, mobiliza décadas de pesquisa sobre as transformações da cultura política brasileira – de Dias Gomes a Conceição Tavares, do grotesco televisivo ao consenso neoliberal – para revelar como fomos ensinados a não pensar alternativas.

Quanto tempo mais você vai perder?

Assistindo sem ver, lendo sem compreender

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