


A dominação que não precisa de força
A dominação mais eficaz não precisa de força bruta. Basta organizar o campo do visível. O que não aparece, não existe.
Edward Said mostrou isso através do romance vitoriano. Em Mansfield Park, a riqueza da família protagonista vem de plantações escravistas no Caribe, mas a palavra escravidão nunca aparece. O trabalho brutal que sustenta aquela vida elegante simplesmente não existe no texto. A cultura torna a exploração normal ao não questioná-la.
Mas a operação não para na literatura. Atravessa a ciência, a filosofia, a economia. O imperialismo opera através dos pressupostos epistemológicos que organizam o campo do visível, que definem o que pode ser pensado e o que permanece impensável. Uma "geografia imaginativa", como Said a chamou.
Este curso escava esses pressupostos. E apresenta a tradição que os combateu.
01
O ser humano ensinado a se apequenar

A física newtoniana foi construída sobre processos abióticos, mecânica celeste, termodinâmica de gases, caracterizados pela reversibilidade. O darwinismo projetou sobre a natureza uma lógica da escassez e da luta pela sobrevivência. A economia malthusiana tratou o crescimento populacional como ameaça e a pobreza como lei natural.
Juntos, esses paradigmas produziram uma imagem do ser humano como acidente cósmico, parasita do planeta, ameaça a ser contida. O ser humano foi ensinado a se apequenar. Não pela repressão, pelo consenso. Não pela força, pela repetição.
Esses pressupostos epistemológicos foram condição de possibilidade do imperialismo. A ciência que se apresenta como neutra carrega um projeto.
02
Nietzsche e Vernadsky: a tradição silenciada

Nietzsche ofereceu uma das críticas mais agudas a essa estrutura. O problema de Darwin, para ele, não era científico, era filosófico: projetar sobre a natureza os valores da burguesia vitoriana. Mas o que se observa na vida é o contrário: "O aspecto global da vida não é a situação de indigência, mas antes a riqueza, a exuberância e até mesmo o absurdo esbanjamento. Onde se combate, combate-se por potência."
Vladimir Vernadsky chegou a conclusões convergentes pela geoquímica. A vida é irredutível à física newtoniana: irreversível e fundamentalmente expansiva, como mancha de tinta que só se espalha. A biosfera não é sistema em equilíbrio, mas uma espiral ascendente. E a Noosfera, a esfera do pensamento, representa sua intensificação máxima.
Não a contenção, mas a expansão. Não a sobrevivência, mas a potência.
03
O imperialismo no Brasil: economia e sociedade

A passagem para o Brasil não se dá apenas pela cultura literária. Passa primeiro pela economia e pela sociedade.
Ruy Mauro Marini desenvolveu os conceitos de superexploração e subimperialismo. Os salários de fome no país só existem em função da mais-valia gerada para o bem estar da burguesia estrangeira. O Brasil torna-se centro regional subordinado ao centro metropolitano: ponte que repassa riqueza enquanto mantém a miséria em casa.
Essa estrutura econômica tem reflexo na cultura. A desigualdade precisa ser legitimada. A dominação precisa parecer natural.
04
De Said a Candido: da conciliação à ruptura
Antonio Candido, que nos anos 50 ainda pensava o Brasil como "galho terciário" da literatura europeia, passou por uma "deformação" desse seu sentido de formação nos anos 60. O contato com intelectuais do Terceiro Mundo, as lutas anticoloniais, o golpe de 64 mudaram sua perspectiva.
O Candido tardio descreve a passagem da "consciência amena do atraso", a promessa de grandeza futura, para a "consciência catastrófica", a ferida aberta. Said chama isso de passagem da "prosa de conciliação" para a "prosa de libertação nacional".
A voz que para de pedir licença.
05
O berro: a forma sensível da ruptura
No Brasil, a consciência catastrófica encontrou forma sensível no Cinema Marginal.
Sem Essa, Aranha, Rogério Sganzerla, 1970. Maria Gladys grita. Não é grito de personagem, mas de quem não aguenta mais. Luiz Gonzaga aparece como utopia de um Brasil que dava certo. Só que os berros interrompem tudo.
Durante décadas, a cultura brasileira tentou cantar seguindo a partitura europeia. Não funcionou. Então soltou um berro. Uma música que força o maestro a parar de reger para começar a ouvir.
O curso termina onde a conciliação acaba.
A dominação que não precisa de força
A dominação mais eficaz não precisa de força bruta. Basta organizar o campo do visível. O que não aparece, não existe.
Edward Said mostrou isso através do romance vitoriano. Em Mansfield Park, a riqueza da família protagonista vem de plantações escravistas no Caribe, mas a palavra escravidão nunca aparece. O trabalho brutal que sustenta aquela vida elegante simplesmente não existe no texto. A cultura torna a exploração normal ao não questioná-la.
Mas a operação não para na literatura. Atravessa a ciência, a filosofia, a economia. O imperialismo opera através dos pressupostos epistemológicos que organizam o campo do visível, que definem o que pode ser pensado e o que permanece impensável. Uma "geografia imaginativa", como Said a chamou.
Este curso escava esses pressupostos. E apresenta a tradição que os combateu.
01
O ser humano ensinado a se apequenar

A física newtoniana foi construída sobre processos abióticos, mecânica celeste, termodinâmica de gases, caracterizados pela reversibilidade. O darwinismo projetou sobre a natureza uma lógica da escassez e da luta pela sobrevivência. A economia malthusiana tratou o crescimento populacional como ameaça e a pobreza como lei natural.
Juntos, esses paradigmas produziram uma imagem do ser humano como acidente cósmico, parasita do planeta, ameaça a ser contida. O ser humano foi ensinado a se apequenar. Não pela repressão, pelo consenso. Não pela força, pela repetição.
Esses pressupostos epistemológicos foram condição de possibilidade do imperialismo. A ciência que se apresenta como neutra carrega um projeto.
02
Nietzsche e Vernadsky: a tradição silenciada

Nietzsche ofereceu uma das críticas mais agudas a essa estrutura. O problema de Darwin, para ele, não era científico, era filosófico: projetar sobre a natureza os valores da burguesia vitoriana. Mas o que se observa na vida é o contrário: "O aspecto global da vida não é a situação de indigência, mas antes a riqueza, a exuberância e até mesmo o absurdo esbanjamento. Onde se combate, combate-se por potência."
Vladimir Vernadsky chegou a conclusões convergentes pela geoquímica. A vida é irredutível à física newtoniana: irreversível e fundamentalmente expansiva, como mancha de tinta que só se espalha. A biosfera não é sistema em equilíbrio, mas uma espiral ascendente. E a Noosfera, a esfera do pensamento, representa sua intensificação máxima.
Não a contenção, mas a expansão. Não a sobrevivência, mas a potência.
03
O imperialismo no Brasil: economia e sociedade

A passagem para o Brasil não se dá apenas pela cultura literária. Passa primeiro pela economia e pela sociedade.
Ruy Mauro Marini desenvolveu os conceitos de superexploração e subimperialismo. Os salários de fome no país só existem em função da mais-valia gerada para o bem estar da burguesia estrangeira. O Brasil torna-se centro regional subordinado ao centro metropolitano: ponte que repassa riqueza enquanto mantém a miséria em casa.
Essa estrutura econômica tem reflexo na cultura. A desigualdade precisa ser legitimada. A dominação precisa parecer natural.
04
De Said a Candido: da conciliação à ruptura
Antonio Candido, que nos anos 50 ainda pensava o Brasil como "galho terciário" da literatura europeia, passou por uma "deformação" desse seu sentido de formação nos anos 60. O contato com intelectuais do Terceiro Mundo, as lutas anticoloniais, o golpe de 64 mudaram sua perspectiva.
O Candido tardio descreve a passagem da "consciência amena do atraso", a promessa de grandeza futura, para a "consciência catastrófica", a ferida aberta. Said chama isso de passagem da "prosa de conciliação" para a "prosa de libertação nacional".
A voz que para de pedir licença.
05
O berro: a forma sensível da ruptura
No Brasil, a consciência catastrófica encontrou forma sensível no Cinema Marginal.
Sem Essa, Aranha, Rogério Sganzerla, 1970. Maria Gladys grita. Não é grito de personagem, mas de quem não aguenta mais. Luiz Gonzaga aparece como utopia de um Brasil que dava certo. Só que os berros interrompem tudo.
Durante décadas, a cultura brasileira tentou cantar seguindo a partitura europeia. Não funcionou. Então soltou um berro. Uma música que força o maestro a parar de reger para começar a ouvir.
O curso termina onde a conciliação acaba.
A dominação que não precisa de força
A dominação mais eficaz não precisa de força bruta. Basta organizar o campo do visível. O que não aparece, não existe.
Edward Said mostrou isso através do romance vitoriano. Em Mansfield Park, a riqueza da família protagonista vem de plantações escravistas no Caribe, mas a palavra escravidão nunca aparece. O trabalho brutal que sustenta aquela vida elegante simplesmente não existe no texto. A cultura torna a exploração normal ao não questioná-la.
Mas a operação não para na literatura. Atravessa a ciência, a filosofia, a economia. O imperialismo opera através dos pressupostos epistemológicos que organizam o campo do visível, que definem o que pode ser pensado e o que permanece impensável. Uma "geografia imaginativa", como Said a chamou.
Este curso escava esses pressupostos. E apresenta a tradição que os combateu.
01
O ser humano ensinado a se apequenar

A física newtoniana foi construída sobre processos abióticos, mecânica celeste, termodinâmica de gases, caracterizados pela reversibilidade. O darwinismo projetou sobre a natureza uma lógica da escassez e da luta pela sobrevivência. A economia malthusiana tratou o crescimento populacional como ameaça e a pobreza como lei natural.
Juntos, esses paradigmas produziram uma imagem do ser humano como acidente cósmico, parasita do planeta, ameaça a ser contida. O ser humano foi ensinado a se apequenar. Não pela repressão, pelo consenso. Não pela força, pela repetição.
Esses pressupostos epistemológicos foram condição de possibilidade do imperialismo. A ciência que se apresenta como neutra carrega um projeto.
02
Nietzsche e Vernadsky: a tradição silenciada

Nietzsche ofereceu uma das críticas mais agudas a essa estrutura. O problema de Darwin, para ele, não era científico, era filosófico: projetar sobre a natureza os valores da burguesia vitoriana. Mas o que se observa na vida é o contrário: "O aspecto global da vida não é a situação de indigência, mas antes a riqueza, a exuberância e até mesmo o absurdo esbanjamento. Onde se combate, combate-se por potência."
Vladimir Vernadsky chegou a conclusões convergentes pela geoquímica. A vida é irredutível à física newtoniana: irreversível e fundamentalmente expansiva, como mancha de tinta que só se espalha. A biosfera não é sistema em equilíbrio, mas uma espiral ascendente. E a Noosfera, a esfera do pensamento, representa sua intensificação máxima.
Não a contenção, mas a expansão. Não a sobrevivência, mas a potência.
03
O imperialismo no Brasil: economia e sociedade

A passagem para o Brasil não se dá apenas pela cultura literária. Passa primeiro pela economia e pela sociedade.
Ruy Mauro Marini desenvolveu os conceitos de superexploração e subimperialismo. Os salários de fome no país só existem em função da mais-valia gerada para o bem estar da burguesia estrangeira. O Brasil torna-se centro regional subordinado ao centro metropolitano: ponte que repassa riqueza enquanto mantém a miséria em casa.
Essa estrutura econômica tem reflexo na cultura. A desigualdade precisa ser legitimada. A dominação precisa parecer natural.
04
De Said a Candido: da conciliação à ruptura
Antonio Candido, que nos anos 50 ainda pensava o Brasil como "galho terciário" da literatura europeia, passou por uma "deformação" desse seu sentido de formação nos anos 60. O contato com intelectuais do Terceiro Mundo, as lutas anticoloniais, o golpe de 64 mudaram sua perspectiva.
O Candido tardio descreve a passagem da "consciência amena do atraso", a promessa de grandeza futura, para a "consciência catastrófica", a ferida aberta. Said chama isso de passagem da "prosa de conciliação" para a "prosa de libertação nacional".
A voz que para de pedir licença.
05
O berro: a forma sensível da ruptura
No Brasil, a consciência catastrófica encontrou forma sensível no Cinema Marginal.
Sem Essa, Aranha, Rogério Sganzerla, 1970. Maria Gladys grita. Não é grito de personagem, mas de quem não aguenta mais. Luiz Gonzaga aparece como utopia de um Brasil que dava certo. Só que os berros interrompem tudo.
Durante décadas, a cultura brasileira tentou cantar seguindo a partitura europeia. Não funcionou. Então soltou um berro. Uma música que força o maestro a parar de reger para começar a ouvir.
O curso termina onde a conciliação acaba.
AULAS
Conteúdo Programático
O curso está dividido em duas etapas com os seguintes temas e aulas
Os pressupostos epistemológicos do imperialismo
Bertrand Russell, mestre de Hitler
Aula 01
A nova física e o estudo da vida
Aula 02
Cultura e imperialismo
Aula 03
Nietzsche contra Darwin
Aula 04
A mutação antropológica do pós-guerra
Aula 05
A densidade de fluxo energético
Aula 06 (ao vivo no Meet)
O Brasil entre a dependência e a ruptura
Subdesenvolvimento e revolução
Aula 07
O romance entre cultura e imperialismo
Aula 08
Crítica da cultura X Crítica ideológica
Aula 09
Imperialismo tardio nos romances de Albert Camus
Aula 10 (ao vivo no Meet)
De Said a Candido: a prosa de libertação nacional
Aula 11
Literatura e subdesenvolvimento
Aula 12
AULAS
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Bertrand Russell, mestre de Hitler
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Nietzsche contra Darwin
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Bertrand Russell, mestre de Hitler
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A nova física e o estudo da vida
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A mutação antropológica do pós-guerra
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Subdesenvolvimento e revolução
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O aspecto geral da vida não é a necessidade, a fome, mas antes a riqueza, a exuberância, até mesmo o absurdo esbanjamento – quando se luta, luta-se pela potência.
Friedrich Nietzsche, "Crepúsculo dos ídolos"
O aspecto geral da vida não é a necessidade, a fome, mas antes a riqueza, a exuberância, até mesmo o absurdo esbanjamento – quando se luta, luta-se pela potência.
Friedrich Nietzsche, "Crepúsculo dos ídolos"
O aspecto geral da vida não é a necessidade, a fome, mas antes a riqueza, a exuberância, até mesmo o absurdo esbanjamento – quando se luta, luta-se pela potência.
Friedrich Nietzsche, "Crepúsculo dos ídolos"
Por que este curso é para você:
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Transforme sua capacidade de análise
Compreenda a cultura como campo de disputa material: Aprenda a analisar ciência, filosofia, literatura, economia e cinema como manifestações de uma mesma estrutura, não como campos separados.
Domine a crítica aos pressupostos epistemológicos: Entenda como a física newtoniana, o darwinismo e a economia malthusiana produziram as condições de possibilidade do imperialismo, e conheça as alternativas de Nietzsche e Vernadsky.
Aplique a leitura contrapontística: Aprenda o método de Said para ler simultaneamente o que o texto diz e o que ele silencia: aplicável a romances, filmes, discursos, reportagens.
Articule Said com Candido: Entenda como a crítica de Said ao imperialismo cultural se conecta com a tradição crítica brasileira, e o que significa passar da "consciência amena" à "consciência catastrófica" do atraso.
Pense a resistência como forma: Compreenda como o Cinema Marginal brasileiro transformou a ruptura conceitual em forma sensível e o que isso significa para a criação contemporânea.
Aulas ao vivo e gravadas
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Como funciona o curso?
Veja abaixo as informações sobre formato, datas e tempo de acesso.
Aulas ao vivo
Janeiro/26
As aulas serão em janeiro e o dia e hora será combinado com os participantes.
Aulas gravadas
Acesse quando quiser
As aulas gravadas ficam disponíveis assim que a inscrição for realizada. Você já pode mergulhar no tema antes da aulas ao vivo
Tempo de acesso
6 meses
Durante esse tempo, participa da comunidade de minha escola, A Engenhoca, e tenha acesso direto ao professor para dúvidas e aprofundamento d eestudos
Como funciona o curso?
Veja abaixo as informações sobre formato, datas e tempo de acesso.
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Janeiro/26
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A dominação cultural nunca espera. Sua capacidade de lê-la também não deveria.
Inscreva-se agora e participe dos encontros ao vivo
Entender como cultura e imperialismo se articulam não precisa ser privilégio de quem passou por pós-graduação nem conversa vaga de rede social. Dá para escavar genealogias sem virar conspiracionista. Dá para ler Said, Nietzsche e Candido sem se perder em jargão. Dá para recuperar sua potência de pensar sem abrir mão do rigor.
Se você sente que falta exatamente isso: método para identificar os pressupostos que organizam o campo do visível, ferramentas para conectar ciência, economia e cultura, e uma tradição silenciada que oferece outro ponto de partida.
O próximo passo é simples.
Investimento
em até 12x
de R$600
R$600
R$600
Pague de forma facilitada
Textos trabalhados em PDF
Materiais paradidáticos
Resumos detalhados de cada encontro
12 aulas ao vivo e gravadas
Suporte do professor
A dominação cultural nunca espera. Sua capacidade de lê-la também não deveria.
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Entender como cultura e imperialismo se articulam não precisa ser privilégio de quem passou por pós-graduação nem conversa vaga de rede social. Dá para escavar genealogias sem virar conspiracionista. Dá para ler Said, Nietzsche e Candido sem se perder em jargão. Dá para recuperar sua potência de pensar sem abrir mão do rigor.
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Rogério Mattos
Prof.º Dr.º

Rogério Mattos
Prof.º Dr.º

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Prof.º Dr.º
// QUEM CRIOU as aulas //
// QUEM CRIOU as aulas //
Rogério Mattos é doutor em Estudos Literários pela UFF e professor com quinze anos de experiência entre o ensino básico e superior, a educação pública e privada. Sua formação atravessa História (UERJ), Literatura Portuguesa (mestrado/UERJ) e História da África e do negro no Brasil (especialização/UCAM) — uma trajetória que recusa as fronteiras disciplinares que empobreceram o pensamento crítico brasileiro.
Desde 2016, desenvolve através d'O Abertinho uma prática ensaística que articula cinema, literatura e filosofia. Seus textos circularam por Teoria e Debate, Brasil de Fato, GGN e diversos periódicos acadêmicos — sempre na fronteira entre rigor teórico e intervenção crítica.
Neste curso, mobiliza anos de leitura entre Said, Benjamin, Nietzsche, Vernadsky, Marini e Candido para reconstituir a genealogia do imperialismo cultural e as ferramentas de resistência que foram silenciadas. Entende que a crítica à cultura não é complemento da luta política — é seu terreno decisivo.
Rogério Mattos é doutor em Estudos Literários pela UFF e professor com quinze anos de experiência entre o ensino básico e superior, a educação pública e privada. Sua formação atravessa História (UERJ), Literatura Portuguesa (mestrado/UERJ) e História da África e do negro no Brasil (especialização/UCAM) — uma trajetória que recusa as fronteiras disciplinares que empobreceram o pensamento crítico brasileiro.
Desde 2016, desenvolve através d'O Abertinho uma prática ensaística que articula cinema, literatura e filosofia. Seus textos circularam por Teoria e Debate, Brasil de Fato, GGN e diversos periódicos acadêmicos — sempre na fronteira entre rigor teórico e intervenção crítica.
Neste curso, mobiliza anos de leitura entre Said, Benjamin, Nietzsche, Vernadsky, Marini e Candido para reconstituir a genealogia do imperialismo cultural e as ferramentas de resistência que foram silenciadas. Entende que a crítica à cultura não é complemento da luta política — é seu terreno decisivo.
Rogério Mattos é doutor em Estudos Literários pela UFF e professor com quinze anos de experiência entre o ensino básico e superior, a educação pública e privada. Sua formação atravessa História (UERJ), Literatura Portuguesa (mestrado/UERJ) e História da África e do negro no Brasil (especialização/UCAM) — uma trajetória que recusa as fronteiras disciplinares que empobreceram o pensamento crítico brasileiro.
Desde 2016, desenvolve através d'O Abertinho uma prática ensaística que articula cinema, literatura e filosofia. Seus textos circularam por Teoria e Debate, Brasil de Fato, GGN e diversos periódicos acadêmicos — sempre na fronteira entre rigor teórico e intervenção crítica.
Neste curso, mobiliza anos de leitura entre Said, Benjamin, Nietzsche, Vernadsky, Marini e Candido para reconstituir a genealogia do imperialismo cultural e as ferramentas de resistência que foram silenciadas. Entende que a crítica à cultura não é complemento da luta política — é seu terreno decisivo.