


A QUESTÃO NÃO É "TER MEMÓRIA DA DITADURA"
A QUESTÃO NÃO É "TER MEMÓRIA DA DITADURA"
Talvez você conheça a história de Gabeira, Sirkis, Miriam Leitão. Talvez até saiba sobre as chacinas de Candelária, Carandiru, Eldorado dos Carajás. Talvez tenha ouvido falar da pergunta de Joel Rufino dos Santos.
Talvez você conheça a história de Gabeira, Sirkis, Miriam Leitão. Talvez até saiba sobre as chacinas de Candelária, Carandiru, Eldorado dos Carajás. Talvez tenha ouvido falar da pergunta de Joel Rufino dos Santos.
Aliados às transformações no mundo como as lutas contra as ditaduras na América do Sul, pela Libertação dos países da África, pelos direitos civis nos EUA, a formação do Brasil e o pensamento dele decorrente não poderia vingar em termos sociais caso a politização deixasse de invadir o ateliê literário.


De qualquer forma, ninguém te ensinou por que certas memórias viram monumentos enquanto outras permanecem em cemitérios clandestinos — nem os limites estruturais da classe média militante que escolheu seus próprios mártires.
Talvez você conheça a história de Gabeira, Sirkis, Miriam Leitão. Talvez até saiba sobre as chacinas de Candelária, Carandiru, Eldorado dos Carajás. Talvez tenha ouvido falar da pergunta de Joel Rufino dos Santos.
Aliados às transformações no mundo como as lutas contra as ditaduras na América do Sul, pela Libertação dos países da África, pelos direitos civis nos EUA, a formação do Brasil e o pensamento dele decorrente não poderia vingar em termos sociais caso a politização deixasse de invadir o ateliê literário.

De qualquer forma, ninguém te ensinou por que certas memórias viram monumentos enquanto outras permanecem em cemitérios clandestinos — nem os limites estruturais da classe média militante que escolheu seus próprios mártires.
O problema privado que é imediatamente político
O testemunho não é aquele que conta a sua própria aventura, sua saga individual enquanto sobrevivente. Quem testemunha fala em terceira pessoa, por mais que sua prosa seja escrita a partir do que viu diante de seus olhos.
Quem sai dos campos de concentração, sejam eles dos becos e favelas, dos cativeiros em suas mais variadas formas, quem sobrevive à tortura e ao arbítrio dos poderes estabelecidos, testemunha primeiro por todos aqueles que ficaram. Ele é a voz, ainda que em primeira pessoa, de uma luta coletiva.
O mito do mártir, do sobrevivente, somente acaba quando toda uma população desaparecida e silenciada reemerge à cena pública. E esse discurso, ainda assim, tem que passar pelo escrutínio da sociedade.
01
Quando a hegemonia se faz de humilde

Joel Rufino dos Santos (na foto) fez uma pergunta incômoda: por que a tortura só virou escândalo quando atingiu brancos de classe média (Gabeira, Sirkis, Miriam Leitão)? E os nossos 400 anos de escravidão?
A inflação testemunhal, no Brasil da redemocratização, criou o "mártir favorito" - sempre branco, classe média, com o poder sobre a palavra escrita e seus meios de difusão. Desta forma, foram perpetuadores dos antigos privilégios das classes dirigentes do país.
Inverteram-se as polaridades: quem foi historicamente perseguido não ganhou protagonismo, mas sim a classe que antes nunca foi incomodada.
02
Correntes em disputa

Isso pode ser melhor visto a partir de um confronto de gerações. Nelson Werneck Sodré apontou logo em 1972 que a luta dos ditadores era um assalto à cultura. Destruíram o ISEB logo no 1º de abril e, antes do recrudescimento do regime, tentaram desbaratar todos os centros de inteligência já estabelecidos. Depois é que voltaram suas energias para destruir a movimentação juvenil e a luta armada.
A batalha era cultural ao mesmo tempo que política.
Roberto Schwarz, representante dileto da elite paulista, disse em 1969 que direita venceu nas armas, mas esquerda tem hegemonia cultural. A tese não é ancorada em nada além de uma percepção sobre uma cultura nacional que era forte, de que os gorilas não produziam cultura, e que a referência intelectual à esquerda prevaleceu por décadas…
Se a batalha cultural já estava ganha, o sentido político de nossa existência perde a razão de ser.
03
Uma tradição apagada

Os pleitos por memória da casa da rua Honório, onde Olga foi presa para logo depois ser deportada para a Alemanha nazista, operam com um entendimento que se atrela à importância da figura histórica da militante judia.
Contudo, uma outra camada emerge desta reivindicação: o lugar de prisão de Olga e de salvamento de Prestes também pode ser visto como um lugar de memória da antiga tradição comunista brasileira, soterrada pela ditadura e esquecida na redemocratização.
Não é só a militante, mas nomes como Vaninha, Dias Gomes, e toda a cultura que circundava o antigo Partidão, poderia ser contemplada num centro de novo tipo: suburbano e dedicado às memórias minoritárias.
04
Testemunhar pelos desaparecidos
Massacres marcaram a abertura política no país: as chacinas da Candelária, do Vidigal, do Carandiru, de Carajás, e tantas outras. Mostram que os governos neoliberais tinham em mente a continuidade do estado de exceção.
No plano cultural, só recentemente novas pesquisas vieram trazer à luz a perseguição às favelas e nas agremiações negras. Todo dia a reivindicação por direitos humanos cresce devido a violência policial.
Kathlen, Ágata, Emily, Rebeca, Marielle são alguns dos muitos nomes de pessoas que não só sofreram com a pobreza e o racismo, mas tiveram suas vidas ceifadas. A não ser em casos mais notórios, a regra é que todos esses corpos sejam enterrados sem qualquer comoção social.
Se a tarefa da prosa hoje é testemunhar por essas pessoas, seja de qual lado da linha de cor que estiverem, seja no passado ou em nosso presente.
O problema privado que é imediatamente político
O testemunho não é aquele que conta a sua própria aventura, sua saga individual enquanto sobrevivente. Quem testemunha fala em terceira pessoa, por mais que sua prosa seja escrita a partir do que viu diante de seus olhos.
Quem sai dos campos de concentração, sejam eles dos becos e favelas, dos cativeiros em suas mais variadas formas, quem sobrevive à tortura e ao arbítrio dos poderes estabelecidos, testemunha primeiro por todos aqueles que ficaram. Ele é a voz, ainda que em primeira pessoa, de uma luta coletiva.
O mito do mártir, do sobrevivente, somente acaba quando toda uma população desaparecida e silenciada reemerge à cena pública. E esse discurso, ainda assim, tem que passar pelo escrutínio da sociedade.
01
Quando a hegemonia se faz de humilde

Joel Rufino dos Santos (na foto) fez uma pergunta incômoda: por que a tortura só virou escândalo quando atingiu brancos de classe média (Gabeira, Sirkis, Miriam Leitão)? E os nossos 400 anos de escravidão?
A inflação testemunhal, no Brasil da redemocratização, criou o "mártir favorito" - sempre branco, classe média, com o poder sobre a palavra escrita e seus meios de difusão. Desta forma, foram perpetuadores dos antigos privilégios das classes dirigentes do país.
Inverteram-se as polaridades: quem foi historicamente perseguido não ganhou protagonismo, mas sim a classe que antes nunca foi incomodada.
02
Correntes em disputa

Isso pode ser melhor visto a partir de um confronto de gerações. Nelson Werneck Sodré apontou logo em 1972 que a luta dos ditadores era um assalto à cultura. Destruíram o ISEB logo no 1º de abril e, antes do recrudescimento do regime, tentaram desbaratar todos os centros de inteligência já estabelecidos. Depois é que voltaram suas energias para destruir a movimentação juvenil e a luta armada.
A batalha era cultural ao mesmo tempo que política.
Roberto Schwarz, representante dileto da elite paulista, disse em 1969 que direita venceu nas armas, mas esquerda tem hegemonia cultural. A tese não é ancorada em nada além de uma percepção sobre uma cultura nacional que era forte, de que os gorilas não produziam cultura, e que a referência intelectual à esquerda prevaleceu por décadas…
Se a batalha cultural já estava ganha, o sentido político de nossa existência perde a razão de ser.
03
Uma tradição apagada

Os pleitos por memória da casa da rua Honório, onde Olga foi presa para logo depois ser deportada para a Alemanha nazista, operam com um entendimento que se atrela à importância da figura histórica da militante judia.
Contudo, uma outra camada emerge desta reivindicação: o lugar de prisão de Olga e de salvamento de Prestes também pode ser visto como um lugar de memória da antiga tradição comunista brasileira, soterrada pela ditadura e esquecida na redemocratização.
Não é só a militante, mas nomes como Vaninha, Dias Gomes, e toda a cultura que circundava o antigo Partidão, poderia ser contemplada num centro de novo tipo: suburbano e dedicado às memórias minoritárias.
04
Testemunhar pelos desaparecidos
Massacres marcaram a abertura política no país: as chacinas da Candelária, do Vidigal, do Carandiru, de Carajás, e tantas outras. Mostram que os governos neoliberais tinham em mente a continuidade do estado de exceção.
No plano cultural, só recentemente novas pesquisas vieram trazer à luz a perseguição às favelas e nas agremiações negras. Todo dia a reivindicação por direitos humanos cresce devido a violência policial.
Kathlen, Ágata, Emily, Rebeca, Marielle são alguns dos muitos nomes de pessoas que não só sofreram com a pobreza e o racismo, mas tiveram suas vidas ceifadas. A não ser em casos mais notórios, a regra é que todos esses corpos sejam enterrados sem qualquer comoção social.
Se a tarefa da prosa hoje é testemunhar por essas pessoas, seja de qual lado da linha de cor que estiverem, seja no passado ou em nosso presente.
O problema privado que é imediatamente político
O testemunho não é aquele que conta a sua própria aventura, sua saga individual enquanto sobrevivente. Quem testemunha fala em terceira pessoa, por mais que sua prosa seja escrita a partir do que viu diante de seus olhos.
Quem sai dos campos de concentração, sejam eles dos becos e favelas, dos cativeiros em suas mais variadas formas, quem sobrevive à tortura e ao arbítrio dos poderes estabelecidos, testemunha primeiro por todos aqueles que ficaram. Ele é a voz, ainda que em primeira pessoa, de uma luta coletiva.
O mito do mártir, do sobrevivente, somente acaba quando toda uma população desaparecida e silenciada reemerge à cena pública. E esse discurso, ainda assim, tem que passar pelo escrutínio da sociedade.
01
Quando a hegemonia se faz de humilde

Joel Rufino dos Santos (na foto) fez uma pergunta incômoda: por que a tortura só virou escândalo quando atingiu brancos de classe média (Gabeira, Sirkis, Miriam Leitão)? E os nossos 400 anos de escravidão?
A inflação testemunhal, no Brasil da redemocratização, criou o "mártir favorito" - sempre branco, classe média, com o poder sobre a palavra escrita e seus meios de difusão. Desta forma, foram perpetuadores dos antigos privilégios das classes dirigentes do país.
Inverteram-se as polaridades: quem foi historicamente perseguido não ganhou protagonismo, mas sim a classe que antes nunca foi incomodada.
02
Correntes em disputa

Isso pode ser melhor visto a partir de um confronto de gerações. Nelson Werneck Sodré apontou logo em 1972 que a luta dos ditadores era um assalto à cultura. Destruíram o ISEB logo no 1º de abril e, antes do recrudescimento do regime, tentaram desbaratar todos os centros de inteligência já estabelecidos. Depois é que voltaram suas energias para destruir a movimentação juvenil e a luta armada.
A batalha era cultural ao mesmo tempo que política.
Roberto Schwarz, representante dileto da elite paulista, disse em 1969 que direita venceu nas armas, mas esquerda tem hegemonia cultural. A tese não é ancorada em nada além de uma percepção sobre uma cultura nacional que era forte, de que os gorilas não produziam cultura, e que a referência intelectual à esquerda prevaleceu por décadas…
Se a batalha cultural já estava ganha, o sentido político de nossa existência perde a razão de ser.
03
Uma tradição apagada

Os pleitos por memória da casa da rua Honório, onde Olga foi presa para logo depois ser deportada para a Alemanha nazista, operam com um entendimento que se atrela à importância da figura histórica da militante judia.
Contudo, uma outra camada emerge desta reivindicação: o lugar de prisão de Olga e de salvamento de Prestes também pode ser visto como um lugar de memória da antiga tradição comunista brasileira, soterrada pela ditadura e esquecida na redemocratização.
Não é só a militante, mas nomes como Vaninha, Dias Gomes, e toda a cultura que circundava o antigo Partidão, poderia ser contemplada num centro de novo tipo: suburbano e dedicado às memórias minoritárias.
04
Testemunhar pelos desaparecidos
Massacres marcaram a abertura política no país: as chacinas da Candelária, do Vidigal, do Carandiru, de Carajás, e tantas outras. Mostram que os governos neoliberais tinham em mente a continuidade do estado de exceção.
No plano cultural, só recentemente novas pesquisas vieram trazer à luz a perseguição às favelas e nas agremiações negras. Todo dia a reivindicação por direitos humanos cresce devido a violência policial.
Kathlen, Ágata, Emily, Rebeca, Marielle são alguns dos muitos nomes de pessoas que não só sofreram com a pobreza e o racismo, mas tiveram suas vidas ceifadas. A não ser em casos mais notórios, a regra é que todos esses corpos sejam enterrados sem qualquer comoção social.
Se a tarefa da prosa hoje é testemunhar por essas pessoas, seja de qual lado da linha de cor que estiverem, seja no passado ou em nosso presente.
desfazer o silenciamento
desfazer o silenciamento
desfazer o silenciamento
o percurso
o percurso
o percurso
Organizei esse diagnóstico em quatro aulas que seguem militantes políticos através das décadas:
Organizei esse diagnóstico em quatro aulas que seguem militantes políticos através das décadas:
Aula 1
Aula 1
Aula 1
Dos martírios da ditadura aos limites da democracia
Dos martírios da ditadura aos limites da democracia
Aula 2
Aula 2
Aula 2
Reforma ou revolução? O dilema das classes médias brasileiras
Reforma ou revolução? O dilema das classes médias brasileiras
AULA 3
AULA 3
Resistência feminina e lugares de memória difícil (1930-1970)
Resistência feminina e lugares de memória difícil (1930-1970)
aula 4
memória e crítica
aula 5
Resistência feminina e lugares de memória difícil (1980-2020)
Resistência feminina e lugares de memória difícil (1980-2020)
Uma arqueologia da violência naturalizada memória, política e estado de exceção
O desconto abaixo é simples de explicar: se você teve paciência de ler um texto longo em 2025, provavelmente vai assistir as aulas até o fim. É o público que procuro.
O valor é R$ 150 porque é o mínimo que permite continuar produzindo conteúdo crítico e denso sem depender de lógicas de mercado que o próprio curso questiona. Produzir análise rigorosa sobre memórias apagadas e estado de exceção, a esse preço, é sempre um equilíbrio difícil. Mas é o que torna possível circular conhecimento que dificilmente encontra espaço em outros formatos.
Total: 4 aulas, + de 4 horas de conteúdo
Valor
valorize o trabalho dos professores
R$150
por R$150
Faça um pagamento seguro e facilitado
Comunidade dedicada
Suporte do professor
Materiais complementares
Acesso de 2 meses, renovável. Como este é trabalho de militância política, alunos que efetivamente participam da comunidade não ficam de fora.
Uma arqueologia da violência naturalizada memória, política e estado de exceção
O desconto abaixo é simples de explicar: se você teve paciência de ler um texto longo em 2025, provavelmente vai assistir as aulas até o fim. É o público que procuro.
O valor é R$ 150 porque é o mínimo que permite continuar produzindo conteúdo crítico e denso sem depender de lógicas de mercado que o próprio curso questiona. Produzir análise rigorosa sobre memórias apagadas e estado de exceção, a esse preço, é sempre um equilíbrio difícil. Mas é o que torna possível circular conhecimento que dificilmente encontra espaço em outros formatos.
Total: 4 aulas, + de 4 horas de conteúdo
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Uma arqueologia da violência naturalizada memória, política e estado de exceção
O desconto abaixo é simples de explicar: se você teve paciência de ler um texto longo em 2025, provavelmente vai assistir as aulas até o fim. É o público que procuro.
O valor é R$ 150 porque é o mínimo que permite continuar produzindo conteúdo crítico e denso sem depender de lógicas de mercado que o próprio curso questiona. Produzir análise rigorosa sobre memórias apagadas e estado de exceção, a esse preço, é sempre um equilíbrio difícil. Mas é o que torna possível circular conhecimento que dificilmente encontra espaço em outros formatos.
Total: 4 aulas, + de 4 horas de conteúdo
Valor
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R$150
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Rogério Mattos
Prof.º Dr.º

Rogério Mattos
Prof.º Dr.º

Rogério Mattos
Prof.º Dr.º
// QUEM CRIOU as aulas //
// QUEM CRIOU as aulas //
Rogério Mattos é doutor em Estudos Literários pela UFF e professor com quinze anos de experiência atravessando o ensino básico e superior, a educação pública e privada. Sua formação híbrida – História (UERJ), Literatura Portuguesa (mestrado/UERJ), História da África e do negro no Brasil (especialização/UCAM) – reflete uma recusa deliberada às fronteiras disciplinares que empobreceram o pensamento brasileiro.
Desde 2016, desenvolve através d'O Abertinho uma prática ensaística que desafia a separação entre rigor acadêmico e engajamento político. Seus textos circularam por publicações como Teoria e Debate, Brasil de Fato, GGN e diversos periódicos acadêmicos – sempre na fronteira entre a análise cultural e a intervenção crítica.
Sua abordagem articula memória política, análise histórica e crítica da cultura para desvendar os mecanismos que transformam violência em normalidade. Neste curso, mobiliza anos de pesquisa sobre patrimônio histórico, resistência feminina e estado de exceção para revelar por que certas memórias conseguem se institucionalizar enquanto outras são sistematicamente apagadas – e como o Brasil se tornou um cemitério clandestino desde a colonização.
Rogério Mattos é doutor em Estudos Literários pela UFF e professor com quinze anos de experiência atravessando o ensino básico e superior, a educação pública e privada. Sua formação híbrida – História (UERJ), Literatura Portuguesa (mestrado/UERJ), História da África e do negro no Brasil (especialização/UCAM) – reflete uma recusa deliberada às fronteiras disciplinares que empobreceram o pensamento brasileiro.
Desde 2016, desenvolve através d'O Abertinho uma prática ensaística que desafia a separação entre rigor acadêmico e engajamento político. Seus textos circularam por publicações como Teoria e Debate, Brasil de Fato, GGN e diversos periódicos acadêmicos – sempre na fronteira entre a análise cultural e a intervenção crítica.
Sua abordagem articula teoria literária, análise histórica e crítica da cultura para desvendar os mecanismos de despolitização que estruturam o Brasil contemporâneo. Não por acaso: entende que a destruição da imaginação política brasileira passa necessariamente pela fragmentação dos saberes e pela tecnicização do debate público.
Neste curso, mobiliza décadas de pesquisa sobre as transformações da cultura política brasileira – de Dias Gomes a Conceição Tavares, do grotesco televisivo ao consenso neoliberal – para revelar como fomos ensinados a não pensar alternativas.
Rogério Mattos é doutor em Estudos Literários pela UFF e professor com quinze anos de experiência atravessando o ensino básico e superior, a educação pública e privada. Sua formação híbrida – História (UERJ), Literatura Portuguesa (mestrado/UERJ), História da África e do negro no Brasil (especialização/UCAM) – reflete uma recusa deliberada às fronteiras disciplinares que empobreceram o pensamento brasileiro.
Desde 2016, desenvolve através d'O Abertinho uma prática ensaística que desafia a separação entre rigor acadêmico e engajamento político. Seus textos circularam por publicações como Teoria e Debate, Brasil de Fato, GGN e diversos periódicos acadêmicos – sempre na fronteira entre a análise cultural e a intervenção crítica.
Sua abordagem articula teoria literária, análise histórica e crítica da cultura para desvendar os mecanismos de despolitização que estruturam o Brasil contemporâneo. Não por acaso: entende que a destruição da imaginação política brasileira passa necessariamente pela fragmentação dos saberes e pela tecnicização do debate público.
Neste curso, mobiliza décadas de pesquisa sobre as transformações da cultura política brasileira – de Dias Gomes a Conceição Tavares, do grotesco televisivo ao consenso neoliberal – para revelar como fomos ensinados a não pensar alternativas.
Desfaça o silenciamento!
Inicie (ou continue) seus estudos sobre memória, política e estado de exceção
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