O mundo encantado de Roberto Schwarz

Uma revisão da história intelectual brasileira

O mundo encantado de Roberto Schwarz

Uma revisão da história intelectual brasileira

O mundo encantado de Roberto Schwarz

Uma revisão da história intelectual brasileira

Você provavelmente já sentiu isso, mesmo sem dar esse nome. Aquela sensação de que, quando o assunto é o Brasil, alguma coisa não fecha. O país que nãoanda, as instituições que não funcionam, as ideias que não são executadas. Você ouve que o problema é estrutural, que somos atrasados, que copiamos mal o modelo europeu ou americano, e algo em você intui que tem um problema nessa conversa, mas não consegue dizer qual é.


Foi Nelson Rodrigues quem deu nome a isso. Em 1958, véspera da Copa da Suécia, cunhou a expressão que todo mundo conhece, o complexo de vira-lata. A inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, diante do resto do mundo. Escreveu sobre futebol, mas sabia que o problema não era de futebol, nem de técnica, nem de tática. Era de um país que ganiu de humildade diante do quadro inglês, louro e sardento, quando era superior ao adversário.


O que o Nelson não viveu para ver é que uma das críticas culturais mais influentes das décadas seguintes transformou esse ganido em sistema teórico. Roberto Schwarz, um dos críticos mais citados nas humanidades brasileiras, construiu um edifício inteiro sobre a premissa de que o Brasil imita mal o liberalismo estrangeiro, de que as ideias chegam aqui "fora do lugar", de que a modernidade é uma promessa que nunca se cumprirá entre nós. É o vira-latismo com notas de rodapé.


Mas, e se o modelo contra o qual Schwarz mede o Brasil nunca tiver existido?

01

A régua

Schwarz mede o Brasil contra um modelo de liberalismo clássico que a história econômica e a filosofia política do século XX desmontaram por caminhos independentes. Se a régua que mede o país estiver torta, esse diagnóstico de cinquenta anos sobre a cultural brasileira se desfaz, e com ele a conclusão que se repete como se fosse evidente: aqui não vai dar certo porque aqui é Brasil.

02

O autor inventado

O Sérgio Buarque de Holanda é um personagem que Schwarz supostamente herda é uma criação de um prefácio de 1967 a Raízes do Brasil que colou ao historiador paulista um suposto weberianismo. Mas são tortas também muitas das abordagens sobre esse livro, especialmente a partir de Max Weber. Contudo, se relermos Sérgio pelos próprios historiadores, como Fernand Braudel, vemos que sua imagem é completamente distinta.

03

O silêncio

Vários historiadores e críticos brasileiros publicaram refutações diretas às "ideias fora do lugar", e Schwarz tentou responder só a algumas delas. A maioria, contudo, ele simplesmente ignorou. Todas convergem no mesmo ponto, e nenhuma entrou no senso comum acadêmico. De Darcy Ribeiro a Glauber Rocha, de Alfredo Bosi a Carlos Nelson Coutinho, nada disso foi suficiente para que a tese do autor austríaco deixasse de ser repetida em dissertações, teses e aulas inaugurais como se nunca tivesse sido contestada. No máximo, suas contestações são consideradas "menores".

03

A tradição enterrada

Existe uma linhagem de pensadores brasileiros que propuseram uma via própria para o país e foram sistematicamente desqualificados como populistas, triunfalistas do atraso ou profetas incompetentes. Em 1978, Glauber Rocha denunciou pelo nome quem fabricava essa desqualificação e de onde vinha o dinheiro para fabricá-la. Apontou a fonte de recursos e quais suas intenções em plena ditadura. Quem ainda respondeu a essas provocações?

05

O debate que não acabou

A tese de doutorado mais recente sobre Schwarz, defendida na USP e orientada dentro do próprio circuito schwarziano, admite que a força explicativa do edifício não se sustenta em pesquisa documental mas no que o orientando chama de "plausibilidade". Um texto sobre a estética do terceiro mundo, escrito pelo próprio Schwarz, revela a terminologia com que ele liquidou o Cinema Novo e a tradição nacional-popular. Apesar de que em outro livro recente se tente criar a imagem de um "Schwarz gramsciano"… Essa é uma disputa em curso, e este curso a enfrenta.

Você provavelmente já sentiu isso, mesmo sem dar esse nome. Aquela sensação de que, quando o assunto é o Brasil, alguma coisa não fecha. O país que nãoanda, as instituições que não funcionam, as ideias que não são executadas. Você ouve que o problema é estrutural, que somos atrasados, que copiamos mal o modelo europeu ou americano, e algo em você intui que tem um problema nessa conversa, mas não consegue dizer qual é.


Foi Nelson Rodrigues quem deu nome a isso. Em 1958, véspera da Copa da Suécia, cunhou a expressão que todo mundo conhece, o complexo de vira-lata. A inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, diante do resto do mundo. Escreveu sobre futebol, mas sabia que o problema não era de futebol, nem de técnica, nem de tática. Era de um país que ganiu de humildade diante do quadro inglês, louro e sardento, quando era superior ao adversário.


O que o Nelson não viveu para ver é que uma das críticas culturais mais influentes das décadas seguintes transformou esse ganido em sistema teórico. Roberto Schwarz, um dos críticos mais citados nas humanidades brasileiras, construiu um edifício inteiro sobre a premissa de que o Brasil imita mal o liberalismo estrangeiro, de que as ideias chegam aqui "fora do lugar", de que a modernidade é uma promessa que nunca se cumprirá entre nós. É o vira-latismo com notas de rodapé.


Mas, e se o modelo contra o qual Schwarz mede o Brasil nunca tiver existido?

01

A régua

Schwarz mede o Brasil contra um modelo de liberalismo clássico que a história econômica e a filosofia política do século XX desmontaram por caminhos independentes. Se a régua que mede o país estiver torta, esse diagnóstico de cinquenta anos sobre a cultural brasileira se desfaz, e com ele a conclusão que se repete como se fosse evidente: aqui não vai dar certo porque aqui é Brasil.

02

O autor inventado

O Sérgio Buarque de Holanda é um personagem que Schwarz supostamente herda é uma criação de um prefácio de 1967 a Raízes do Brasil que colou ao historiador paulista um suposto weberianismo. Mas são tortas também muitas das abordagens sobre esse livro, especialmente a partir de Max Weber. Contudo, se relermos Sérgio pelos próprios historiadores, como Fernand Braudel, vemos que sua imagem é completamente distinta.

03

O silêncio

Vários historiadores e críticos brasileiros publicaram refutações diretas às "ideias fora do lugar", e Schwarz tentou responder só a algumas delas. A maioria, contudo, ele simplesmente ignorou. Todas convergem no mesmo ponto, e nenhuma entrou no senso comum acadêmico. De Darcy Ribeiro a Glauber Rocha, de Alfredo Bosi a Carlos Nelson Coutinho, nada disso foi suficiente para que a tese do autor austríaco deixasse de ser repetida em dissertações, teses e aulas inaugurais como se nunca tivesse sido contestada. No máximo, suas contestações são consideradas "menores".

03

A tradição enterrada

Existe uma linhagem de pensadores brasileiros que propuseram uma via própria para o país e foram sistematicamente desqualificados como populistas, triunfalistas do atraso ou profetas incompetentes. Em 1978, Glauber Rocha denunciou pelo nome quem fabricava essa desqualificação e de onde vinha o dinheiro para fabricá-la. Apontou a fonte de recursos e quais suas intenções em plena ditadura. Quem ainda respondeu a essas provocações?

05

O debate que não acabou

A tese de doutorado mais recente sobre Schwarz, defendida na USP e orientada dentro do próprio circuito schwarziano, admite que a força explicativa do edifício não se sustenta em pesquisa documental mas no que o orientando chama de "plausibilidade". Um texto sobre a estética do terceiro mundo, escrito pelo próprio Schwarz, revela a terminologia com que ele liquidou o Cinema Novo e a tradição nacional-popular. Apesar de que em outro livro recente se tente criar a imagem de um "Schwarz gramsciano"… Essa é uma disputa em curso, e este curso a enfrenta.

Você provavelmente já sentiu isso, mesmo sem dar esse nome. Aquela sensação de que, quando o assunto é o Brasil, alguma coisa não fecha. O país que nãoanda, as instituições que não funcionam, as ideias que não são executadas. Você ouve que o problema é estrutural, que somos atrasados, que copiamos mal o modelo europeu ou americano, e algo em você intui que tem um problema nessa conversa, mas não consegue dizer qual é.


Foi Nelson Rodrigues quem deu nome a isso. Em 1958, véspera da Copa da Suécia, cunhou a expressão que todo mundo conhece, o complexo de vira-lata. A inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, diante do resto do mundo. Escreveu sobre futebol, mas sabia que o problema não era de futebol, nem de técnica, nem de tática. Era de um país que ganiu de humildade diante do quadro inglês, louro e sardento, quando era superior ao adversário.


O que o Nelson não viveu para ver é que uma das críticas culturais mais influentes das décadas seguintes transformou esse ganido em sistema teórico. Roberto Schwarz, um dos críticos mais citados nas humanidades brasileiras, construiu um edifício inteiro sobre a premissa de que o Brasil imita mal o liberalismo estrangeiro, de que as ideias chegam aqui "fora do lugar", de que a modernidade é uma promessa que nunca se cumprirá entre nós. É o vira-latismo com notas de rodapé.


Mas, e se o modelo contra o qual Schwarz mede o Brasil nunca tiver existido?

01

A régua

Schwarz mede o Brasil contra um modelo de liberalismo clássico que a história econômica e a filosofia política do século XX desmontaram por caminhos independentes. Se a régua que mede o país estiver torta, esse diagnóstico de cinquenta anos sobre a cultural brasileira se desfaz, e com ele a conclusão que se repete como se fosse evidente: aqui não vai dar certo porque aqui é Brasil.

02

O autor inventado

O Sérgio Buarque de Holanda é um personagem que Schwarz supostamente herda é uma criação de um prefácio de 1967 a Raízes do Brasil que colou ao historiador paulista um suposto weberianismo. Mas são tortas também muitas das abordagens sobre esse livro, especialmente a partir de Max Weber. Contudo, se relermos Sérgio pelos próprios historiadores, como Fernand Braudel, vemos que sua imagem é completamente distinta.

03

O silêncio

Vários historiadores e críticos brasileiros publicaram refutações diretas às "ideias fora do lugar", e Schwarz tentou responder só a algumas delas. A maioria, contudo, ele simplesmente ignorou. Todas convergem no mesmo ponto, e nenhuma entrou no senso comum acadêmico. De Darcy Ribeiro a Glauber Rocha, de Alfredo Bosi a Carlos Nelson Coutinho, nada disso foi suficiente para que a tese do autor austríaco deixasse de ser repetida em dissertações, teses e aulas inaugurais como se nunca tivesse sido contestada. No máximo, suas contestações são consideradas "menores".

03

A tradição enterrada

Existe uma linhagem de pensadores brasileiros que propuseram uma via própria para o país e foram sistematicamente desqualificados como populistas, triunfalistas do atraso ou profetas incompetentes. Em 1978, Glauber Rocha denunciou pelo nome quem fabricava essa desqualificação e de onde vinha o dinheiro para fabricá-la. Apontou a fonte de recursos e quais suas intenções em plena ditadura. Quem ainda respondeu a essas provocações?

05

O debate que não acabou

A tese de doutorado mais recente sobre Schwarz, defendida na USP e orientada dentro do próprio circuito schwarziano, admite que a força explicativa do edifício não se sustenta em pesquisa documental mas no que o orientando chama de "plausibilidade". Um texto sobre a estética do terceiro mundo, escrito pelo próprio Schwarz, revela a terminologia com que ele liquidou o Cinema Novo e a tradição nacional-popular. Apesar de que em outro livro recente se tente criar a imagem de um "Schwarz gramsciano"… Essa é uma disputa em curso, e este curso a enfrenta.

AULAS

Conteúdo Programático

O curso está dividido em três etapas com os seguintes temas e aulas

Introdução e aulas ao vivo

Glauber x Schwarz

Aula de introdução (gravada)

Uma estética do terceiro mundo?

Aula ao vivo

Schwarz e seus intérpretes contemporâneos

Aula ao vivo

O "sentimento de dialética"

Aula ao vivo

Max Weber e o weberianismo no Brasil (gravadas)

Braudel e Weber: a noção de "capitalismo" em disputa

Aula 05

Weber, Foucault, Braudel: ordem protestante e neoliberalismo

Aula 06

Sérgio Buarque, Max Weber e uma certa interpretação do Brasil

Aula 07

Sérgio Buarque não-capitalista

Aula 08

O crítico por ele mesmo (gravadas)

Platonismo vulgar nas "ideias fora de lugar" de Roberto Schwarz

Aula 09

ISEB x CEBRAP: o "nacionalismo por subtração" de Roberto Schwarz

Aula 10

O mundo encantado de Roberto Schwarz

Aula 11

Cultura e sociedade (1964–1969)

Aula 12

AULAS

Conteúdo Programático

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Introdução e aulas ao vivo

Glauber x Schwarz

Aula de introdução (gravada)

Uma estética do terceiro mundo?

Aula ao vivo

Schwarz e seus intérpretes contemporâneos

Aula ao vivo

O "sentimento de dialética"

Aula ao vivo

Max Weber e o weberianismo no Brasil (gravadas)

Braudel e Weber: a noção de "capitalismo" em disputa

Aula 05

Weber, Foucault, Braudel: ordem protestante e neoliberalismo

Aula 06

Sérgio Buarque, Max Weber e uma certa interpretação do Brasil

Aula 07

Sérgio Buarque não-capitalista

Aula 08

O crítico por ele mesmo (gravadas)

Platonismo vulgar nas "ideias fora de lugar" de Roberto Schwarz

Aula 09

ISEB x CEBRAP: o "nacionalismo por subtração" de Roberto Schwarz

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O mundo encantado de Roberto Schwarz

Aula 11

Cultura e sociedade (1964–1969)

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AULAS

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Glauber x Schwarz

Aula de introdução (gravada)

Uma estética do terceiro mundo?

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Schwarz e seus intérpretes contemporâneos

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O "sentimento de dialética"

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Max Weber e o weberianismo no Brasil (gravadas)

Braudel e Weber: a noção de "capitalismo" em disputa

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Weber, Foucault, Braudel: ordem protestante e neoliberalismo

Aula 06

Sérgio Buarque, Max Weber e uma certa interpretação do Brasil

Aula 07

Sérgio Buarque não-capitalista

Aula 08

O crítico por ele mesmo (gravadas)

Platonismo vulgar nas "ideias fora de lugar" de Roberto Schwarz

Aula 09

ISEB x CEBRAP: o "nacionalismo por subtração" de Roberto Schwarz

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O mundo encantado de Roberto Schwarz

Aula 11

Cultura e sociedade (1964–1969)

Aula 12

A questão não é só "criticar Schwarz"

A questão não é só "criticar Schwarz"

A leitura que Schwarz faz do Brasil não ficou nos livros dele. Virou o modo como gerações inteiras de pesquisadores leem a história do país, pensam a sociologia, interpretam a política. E virou também um guia de leitura obrigatória para acessar Machado de Assis. Como tudo isso implica em nossa vida cultural cotidiana?

A leitura que Schwarz faz do Brasil não ficou nos livros dele. Virou o modo como gerações inteiras de pesquisadores leem a história do país, pensam a sociologia, interpretam a política. E virou também um guia de leitura obrigatória para acessar Machado de Assis. Como tudo isso implica em nossa vida cultural cotidiana?

Aliados às transformações no mundo como as lutas contra as ditaduras na América do Sul, pela Libertação dos países da África, pelos direitos civis nos EUA, a formação do Brasil e o pensamento dele decorrente não poderia vingar em termos sociais caso a politização deixasse de invadir o ateliê literário.

Ninguém colocou lado a lado os pressupostos teóricos que alimentam a leitura schwarziana, os críticos que a contestaram e as leituras contemporâneas que ainda disputam o seu sentido. Este curso faz esse cruzamento.

A leitura que Schwarz faz do Brasil não ficou nos livros dele. Virou o modo como gerações inteiras de pesquisadores leem a história do país, pensam a sociologia, interpretam a política. E virou também um guia de leitura obrigatória para acessar Machado de Assis. Como tudo isso implica em nossa vida cultural cotidiana?

Aliados às transformações no mundo como as lutas contra as ditaduras na América do Sul, pela Libertação dos países da África, pelos direitos civis nos EUA, a formação do Brasil e o pensamento dele decorrente não poderia vingar em termos sociais caso a politização deixasse de invadir o ateliê literário.

Ninguém colocou lado a lado os pressupostos teóricos que alimentam a leitura schwarziana, os críticos que a contestaram e as leituras contemporâneas que ainda disputam o seu sentido. Este curso faz esse cruzamento.

Este curso faz o cruzamento que a academia nunca fez

ou continue lendo para conhecer as três aulas →

Este curso faz o cruzamento que a academia nunca fez

ou continue lendo para conhecer as três aulas →

Este curso faz o cruzamento que a crítica nunca fez

ou continue lendo para conhecer as três aulas →

antonio-candido
A aliança do intelectual com a burguesia leva sempre ao fracasso.

Glauber Rocha, A Revolução do Cinema Novo

antonio-candido
A aliança do intelectual com a burguesia leva sempre ao fracasso.

Glauber Rocha, A Revolução do Cinema Novo

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A aliança do intelectual com a burguesia leva sempre ao fracasso.

Glauber Rocha, A Revolução do Cinema Novo

Para quem é

Para quem é

Para quem já percebeu que alguma coisa está errada na maneira como o Brasil se explica para si mesmo e quer mais do que a repetição do diagnóstico, mas também para quem nunca leu Schwarz e quer entender por que ele importa sem precisar aderir.

Para quem trabalha com ciências humanas, com educação, com cultura, com clínica, e sente que o vocabulário disponível para pensar o país está viciado numa conclusão que se antecipa ao exame.

O que você leva

O que você leva

Aulas ao vivo e gravadas

Materiais em PDF

Assista no seu tempo

Acompanhamento do professor

Estudo aprofundado

Quem de fato pensou o Brasil?

Descubra e investigue essa questões em 3 aulas ao vivo (a serem realizadas entre abril e maio) e 09 aulas gravadas. Inscreva-se agora e participe das aulas ao vivo e ganhe o desconto de 20%

Existe uma tradição que pensou o país a partir de dentro, com as ferramentas que a própria realidade brasileira exigia, e que apostou numa via própria mesmo sabendo que podia dar errado. Essa tradição foi sistematicamente desqualificada como populismo, ingenuidade ou profetismo incompetente por uma leitura uspiana que mediu o Brasil com lentes importadas e transformou o ceticismo sobre os nossos desígnios enquanto país em método intelectual permanente. A conclusão veio antes do exame.


Este curso coloca as duas tradições frente a frente, pelos pressupostos teóricos que as sustentam, pela análise da obra que resultou desse confronto e pelas leituras contemporâneas que ainda disputam o seu sentido. Doze aulas em três módulos. Cerca de doze horas (ou mais) no total.

valor até 04/04

lançamento

R$ 450

R$ 450

divida em até 12x

Textos trabalhados em PDF

Resumos detalhados de cada encontro

Materiais personalizados para estudo

Suporte do professor

Quem de fato pensou o Brasil?

Descubra e investigue essa questões em 3 aulas ao vivo (a serem realizadas entre abril e maio) e 09 aulas gravadas. Inscreva-se agora e participe das aulas ao vivo e ganhe o desconto de 20%

Existe uma tradição que pensou o país a partir de dentro, com as ferramentas que a própria realidade brasileira exigia, e que apostou numa via própria mesmo sabendo que podia dar errado. Essa tradição foi sistematicamente desqualificada como populismo, ingenuidade ou profetismo incompetente por uma leitura uspiana que mediu o Brasil com lentes importadas e transformou o ceticismo sobre os nossos desígnios enquanto país em método intelectual permanente. A conclusão veio antes do exame.


Este curso coloca as duas tradições frente a frente, pelos pressupostos teóricos que as sustentam, pela análise da obra que resultou desse confronto e pelas leituras contemporâneas que ainda disputam o seu sentido. Doze aulas em três módulos. Cerca de doze horas (ou mais) no total.

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Descubra e investigue essa questões em 3 aulas ao vivo (a serem realizadas entre abril e maio) e 09 aulas gravadas. Inscreva-se agora e participe das aulas ao vivo e ganhe o desconto de 20%

Existe uma tradição que pensou o país a partir de dentro, com as ferramentas que a própria realidade brasileira exigia, e que apostou numa via própria mesmo sabendo que podia dar errado. Essa tradição foi sistematicamente desqualificada como populismo, ingenuidade ou profetismo incompetente por uma leitura uspiana que mediu o Brasil com lentes importadas e transformou o ceticismo sobre os nossos desígnios enquanto país em método intelectual permanente. A conclusão veio antes do exame.


Este curso coloca as duas tradições frente a frente, pelos pressupostos teóricos que as sustentam, pela análise da obra que resultou desse confronto e pelas leituras contemporâneas que ainda disputam o seu sentido. Doze aulas em três módulos. Cerca de doze horas (ou mais) no total.

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Team Image

Rogério Mattos

Prof.º Dr.º

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Rogério Mattos

Prof.º Dr.º

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Rogério Mattos

Prof.º Dr.º

// QUEM CRIOU o curso //

// QUEM CRIOU o curso //


Sou doutor em Estudos Literários pela UFF, mestre em Literatura Portuguesa e graduado em História pela UERJ, com especialização em História da África e pesquisa em historiografia e patrimônio na UNIRIO. Quinze anos de sala de aula em instituições públicas e privadas. Publico n'O Abertinho e escrevo para GGN, Brasil de Fato e Teoria e Debate. Criei a Engenhoca (Escola de Humanidades) e o Cine-Poesia, grupo de estudos avançado em crítica da cultura.

Rogério Mattos é doutor em Estudos Literários pela UFF, com formação que atravessa História, Literatura Portuguesa e História da África. Quinze anos entre sala de aula e pesquisa, ensino básico e superior, educação pública e privada.


O que o move não cabe no currículo. É esse modo de pensar que faz as disciplinas perderem o contorno. Ver Pasolini como quem interroga a cultura atravessando fronteiras. Perceber em Coutinho um dispositivo que desmonta o olhar colonizador. Reconhecer em Sganzerla o gesto que cria um terceiro sentido entre palavra e imagem. Encontrar em Bolaño a distinção entre o poeta maldito e o poeta do mal. E entender por que Beatriz Nascimento precisou escrever em linguagem de poeta quando a historiografia não tinha palavras para o que ela queria dizer.


Desde 2016, desenvolve essa prática através d'O Abertinho. Textos que circularam por Teoria e Debate, Brasil de Fato, GGN e periódicos acadêmicos. Sempre na fronteira entre rigor teórico e intervenção crítica. Sempre recusando a separação entre pensar e agir.


Sou doutor em Estudos Literários pela UFF, mestre em Literatura Portuguesa e graduado em História pela UERJ, com especialização em História da África e pesquisa em historiografia e patrimônio na UNIRIO. Quinze anos de sala de aula em instituições públicas e privadas. Publico n'O Abertinho e escrevo para GGN, Brasil de Fato e Teoria e Debate. Criei a Engenhoca (Escola de Humanidades) e o Cine-Poesia, grupo de estudos avançado em crítica da cultura.

Pensar o Brasil sem pedir licença.

Não para cancelar Schwarz, mas para devolver ao pensamento brasileiro a história que a tradição schwarziana confiscou.

Pensar o Brasil sem pedir licença.

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Pensar o Brasil sem pedir licença.

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