O percurso do narrador

Da crise da experiência à fabulação do povo que falta

Este percurso reconstitui o problema do narrador a partir do cinema e da literatura. Uma jornada que atravessa três momentos históricos cruciais — da Alemanha dos anos 1930 à Itália dos anos 1960, até o Brasil dos anos 1980 — para compreender como a arte respondeu à impossibilidade de narrar.


Explorando as relações entre trauma, linguagem e experiência através de Walter Benjamin, Pasolini, Deleuze, Agamben e Silviano Santiago, você descobrirá como a mudez traumática se torna potência criadora, por que o cinema assumiu o mandato que antes pertencia à literatura, e como a fabulação se tornou a resposta ética e política fundamental para pensar o sofrimento psíquico na contemporaneidade.

O percurso do narrador

Da crise da experiência à fabulação do povo que falta

Este percurso reconstitui o problema do narrador a partir do cinema e da literatura. Uma jornada que atravessa três momentos históricos cruciais — da Alemanha dos anos 1930 à Itália dos anos 1960, até o Brasil dos anos 1980 — para compreender como a arte respondeu à impossibilidade de narrar.


Explorando as relações entre trauma, linguagem e experiência através de Walter Benjamin, Pasolini, Deleuze, Agamben e Silviano Santiago, você descobrirá como a mudez traumática se torna potência criadora, por que o cinema assumiu o mandato que antes pertencia à literatura, e como a fabulação se tornou a resposta ética e política fundamental para pensar o sofrimento psíquico na contemporaneidade.

O percurso do narrador

Da crise da experiência à fabulação do povo que falta

Este percurso reconstitui o problema do narrador a partir do cinema e da literatura. Uma jornada que atravessa três momentos históricos cruciais — da Alemanha dos anos 1930 à Itália dos anos 1960, até o Brasil dos anos 1980 — para compreender como a arte respondeu à impossibilidade de narrar.


Explorando as relações entre trauma, linguagem e experiência através de Walter Benjamin, Pasolini, Deleuze, Agamben e Silviano Santiago, você descobrirá como a mudez traumática se torna potência criadora, por que o cinema assumiu o mandato que antes pertencia à literatura, e como a fabulação se tornou a resposta ética e política fundamental para pensar o sofrimento psíquico na contemporaneidade.

O percurso do narrador

O ensaio "O Narrador", de Walter Benjamin, está longe de ser um texto tradicional de um acadêmico. Pelo contrário, por buscar a experimentação com a linguagem e a criação de conceitos, encontrou dificuldades não desprezíveis para publicar e ter reconhecida suas ideias. Um texto desta natureza acaba por trazer a necessidade de retornar a ele, voltar de novo, e talvez ainda mais uma vez. O que quer dizer que, menos do que um "texto incontornável" trata-se de uma referência inesquecível, que sempre volta à tona. Mais ainda: para muitos, acaba por se constituir um diálogo infinito.


Mas há algo que se sobrepõe a esses desafios intrínsecos: a infinidade de comentadores. Por isso, no "percurso do narrador" escolhi a dedo poucos e excelentes escritores que dialogam com o ensaio de Walter Benjamin. São eles Pasolini, Deleuze, Georges Didi-Huberman e Silviano Santiago.


Assim, quem optar pelo acesso aos encontros gravados terá um guia de leitura de alto nível, o que nos faz ganhar tempo e qualidade na hora em que você quiser abordar novamente, ou pela primeira vez, o ensaio O narrador.

01

O narrador a partir do Cinema

Em 1965, Pier Paolo Pasolini declarou que "o mandato do escritor ficou caduco" diante do cinema de poesia. O cinema assumiu a tarefa de revelar a oralidade dos povos e a "língua escrita da realidade" — uma nova gramática que os linguistas não captaram.


Você explorará a disputa entre Pasolini e Godard sobre o que significa fazer cinema político quando o povo está faltando. O discurso subjetivo indireto livre, a exposição dos povos anônimos, a crítica ao neocapitalismo. Três debates dedicados a entender como o cinema assumiu o mandato que antes era da literatura — e as duas éticas possíveis diante dessa tarefa: Pasolini, o viajante que busca salvar as línguas menores; Godard, o intelectualista que cria uma metalinguagem provocativa.

02

Walter Benjamin e a matriz da crise

Somente depois dessa imersão no cinema de autor do pós-guerra é que retornamos a Walter Benjamin, à Alemanha dos anos 1930, para compreender a matriz do debate. Os soldados voltaram mudos da guerra, incapazes de transformar vivência em experiência transmissível. Benjamin diagnosticou o desaparecimento do contador de histórias. Mas o que aconteceu entre essa constatação e a declaração de Pasolini? Como a arte respondeu a essa impossibilidade?


Você investigará a distinção fundamental entre vivência e experiência, o trauma como paralisia da linguagem, a crítica radical à cultura ocidental, a memória involuntária, o conceito de Inesquecível em Agamben e as potências do falso.


Dois debates dedicados a entender como a filosofia e a psicanálise pensaram a impossibilidade de narrar, revelando que a mudez traumática pode ser o retorno à infância — o lugar onde a fabulação se torna possível.

03

O Narrador Pós-Moderno e o Cine-Olho

O percurso se desloca para o Brasil dos anos 1980, onde a literatura já escreve sob o signo do audiovisual. Através de Silviano Santiago, você entenderá como o narrador pós-moderno anula o eu, lança o olhar ao outro e busca produzir presença através da sinestesia — uma resposta literária à pobreza da experiência, mas agora tributária das transformações impostas pelo cinema.


O curso se fecha com Deleuze: os quatro comentários a Bergson fornecem o instrumental filosófico para compreender quando os homens se tornam visionários — a passagem de actantes a videntes, a quebra do circuito sensório-motor, a descrição cristalina que explora passados incompossíveis.


O acesso direto ao tempo, a potência do falso, a fabulação como ato político. Itália (1960) → Alemanha (1930) → Brasil (1980) → Filosofia. Três momentos históricos, três respostas estéticas à crise da experiência, lidas através do cinema antes de retornar à literatura — porque o cinema tomou para si a tarefa que antes pertencia à literatura.

O percurso do narrador

O ensaio "O Narrador", de Walter Benjamin, está longe de ser um texto tradicional de um acadêmico. Pelo contrário, por buscar a experimentação com a linguagem e a criação de conceitos, encontrou dificuldades não desprezíveis para publicar e ter reconhecida suas ideias. Um texto desta natureza acaba por trazer a necessidade de retornar a ele, voltar de novo, e talvez ainda mais uma vez. O que quer dizer que, menos do que um "texto incontornável" trata-se de uma referência inesquecível, que sempre volta à tona. Mais ainda: para muitos, acaba por se constituir um diálogo infinito.


Mas há algo que se sobrepõe a esses desafios intrínsecos: a infinidade de comentadores. Por isso, no "percurso do narrador" escolhi a dedo poucos e excelentes escritores que dialogam com o ensaio de Walter Benjamin. São eles Pasolini, Deleuze, Georges Didi-Huberman e Silviano Santiago.


Assim, quem optar pelo acesso aos encontros gravados terá um guia de leitura de alto nível, o que nos faz ganhar tempo e qualidade na hora em que você quiser abordar novamente, ou pela primeira vez, o ensaio O narrador.

01

O narrador a partir do Cinema

Em 1965, Pier Paolo Pasolini declarou que "o mandato do escritor ficou caduco" diante do cinema de poesia. O cinema assumiu a tarefa de revelar a oralidade dos povos e a "língua escrita da realidade" — uma nova gramática que os linguistas não captaram.


Você explorará a disputa entre Pasolini e Godard sobre o que significa fazer cinema político quando o povo está faltando. O discurso subjetivo indireto livre, a exposição dos povos anônimos, a crítica ao neocapitalismo. Três debates dedicados a entender como o cinema assumiu o mandato que antes era da literatura — e as duas éticas possíveis diante dessa tarefa: Pasolini, o viajante que busca salvar as línguas menores; Godard, o intelectualista que cria uma metalinguagem provocativa.

02

Walter Benjamin e a matriz da crise

Somente depois dessa imersão no cinema de autor do pós-guerra é que retornamos a Walter Benjamin, à Alemanha dos anos 1930, para compreender a matriz do debate. Os soldados voltaram mudos da guerra, incapazes de transformar vivência em experiência transmissível. Benjamin diagnosticou o desaparecimento do contador de histórias. Mas o que aconteceu entre essa constatação e a declaração de Pasolini? Como a arte respondeu a essa impossibilidade?


Você investigará a distinção fundamental entre vivência e experiência, o trauma como paralisia da linguagem, a crítica radical à cultura ocidental, a memória involuntária, o conceito de Inesquecível em Agamben e as potências do falso.


Dois debates dedicados a entender como a filosofia e a psicanálise pensaram a impossibilidade de narrar, revelando que a mudez traumática pode ser o retorno à infância — o lugar onde a fabulação se torna possível.

03

O Narrador Pós-Moderno e o Cine-Olho

O percurso se desloca para o Brasil dos anos 1980, onde a literatura já escreve sob o signo do audiovisual. Através de Silviano Santiago, você entenderá como o narrador pós-moderno anula o eu, lança o olhar ao outro e busca produzir presença através da sinestesia — uma resposta literária à pobreza da experiência, mas agora tributária das transformações impostas pelo cinema.


O curso se fecha com Deleuze: os quatro comentários a Bergson fornecem o instrumental filosófico para compreender quando os homens se tornam visionários — a passagem de actantes a videntes, a quebra do circuito sensório-motor, a descrição cristalina que explora passados incompossíveis.


O acesso direto ao tempo, a potência do falso, a fabulação como ato político. Itália (1960) → Alemanha (1930) → Brasil (1980) → Filosofia. Três momentos históricos, três respostas estéticas à crise da experiência, lidas através do cinema antes de retornar à literatura — porque o cinema tomou para si a tarefa que antes pertencia à literatura.

O percurso do narrador

O ensaio "O Narrador", de Walter Benjamin, está longe de ser um texto tradicional de um acadêmico. Pelo contrário, por buscar a experimentação com a linguagem e a criação de conceitos, encontrou dificuldades não desprezíveis para publicar e ter reconhecida suas ideias. Um texto desta natureza acaba por trazer a necessidade de retornar a ele, voltar de novo, e talvez ainda mais uma vez. O que quer dizer que, menos do que um "texto incontornável" trata-se de uma referência inesquecível, que sempre volta à tona. Mais ainda: para muitos, acaba por se constituir um diálogo infinito.


Mas há algo que se sobrepõe a esses desafios intrínsecos: a infinidade de comentadores. Por isso, no "percurso do narrador" escolhi a dedo poucos e excelentes escritores que dialogam com o ensaio de Walter Benjamin. São eles Pasolini, Deleuze, Georges Didi-Huberman e Silviano Santiago.


Assim, quem optar pelo acesso aos encontros gravados terá um guia de leitura de alto nível, o que nos faz ganhar tempo e qualidade na hora em que você quiser abordar novamente, ou pela primeira vez, o ensaio O narrador.

01

O narrador a partir do Cinema

Em 1965, Pier Paolo Pasolini declarou que "o mandato do escritor ficou caduco" diante do cinema de poesia. O cinema assumiu a tarefa de revelar a oralidade dos povos e a "língua escrita da realidade" — uma nova gramática que os linguistas não captaram.


Você explorará a disputa entre Pasolini e Godard sobre o que significa fazer cinema político quando o povo está faltando. O discurso subjetivo indireto livre, a exposição dos povos anônimos, a crítica ao neocapitalismo. Três debates dedicados a entender como o cinema assumiu o mandato que antes era da literatura — e as duas éticas possíveis diante dessa tarefa: Pasolini, o viajante que busca salvar as línguas menores; Godard, o intelectualista que cria uma metalinguagem provocativa.

02

Walter Benjamin e a matriz da crise

Somente depois dessa imersão no cinema de autor do pós-guerra é que retornamos a Walter Benjamin, à Alemanha dos anos 1930, para compreender a matriz do debate. Os soldados voltaram mudos da guerra, incapazes de transformar vivência em experiência transmissível. Benjamin diagnosticou o desaparecimento do contador de histórias. Mas o que aconteceu entre essa constatação e a declaração de Pasolini? Como a arte respondeu a essa impossibilidade?


Você investigará a distinção fundamental entre vivência e experiência, o trauma como paralisia da linguagem, a crítica radical à cultura ocidental, a memória involuntária, o conceito de Inesquecível em Agamben e as potências do falso.


Dois debates dedicados a entender como a filosofia e a psicanálise pensaram a impossibilidade de narrar, revelando que a mudez traumática pode ser o retorno à infância — o lugar onde a fabulação se torna possível.

03

O Narrador Pós-Moderno e o Cine-Olho

O percurso se desloca para o Brasil dos anos 1980, onde a literatura já escreve sob o signo do audiovisual. Através de Silviano Santiago, você entenderá como o narrador pós-moderno anula o eu, lança o olhar ao outro e busca produzir presença através da sinestesia — uma resposta literária à pobreza da experiência, mas agora tributária das transformações impostas pelo cinema.


O curso se fecha com Deleuze: os quatro comentários a Bergson fornecem o instrumental filosófico para compreender quando os homens se tornam visionários — a passagem de actantes a videntes, a quebra do circuito sensório-motor, a descrição cristalina que explora passados incompossíveis.


O acesso direto ao tempo, a potência do falso, a fabulação como ato político. Itália (1960) → Alemanha (1930) → Brasil (1980) → Filosofia. Três momentos históricos, três respostas estéticas à crise da experiência, lidas através do cinema antes de retornar à literatura — porque o cinema tomou para si a tarefa que antes pertencia à literatura.

É necessário que a arte, particularmente a arte cinematográfica, participe nesta tarefa: não se dirigir a um povo suposto, já lá, mas contribuir para a invenção de um povo.

Gilles Deleuze, "A imagem-tempo"

É necessário que a arte, particularmente a arte cinematográfica, participe nesta tarefa: não se dirigir a um povo suposto, já lá, mas contribuir para a invenção de um povo.

Gilles Deleuze, "A imagem-tempo"

É necessário que a arte, particularmente a arte cinematográfica, participe nesta tarefa: não se dirigir a um povo suposto, já lá, mas contribuir para a invenção de um povo.

Gilles Deleuze, "A imagem-tempo"

Por que este curso é para você:

Transforme sua experiência de aprendizado

Entenda a crise da narrativa moderna: Compreenda por que os contadores de histórias desapareceram e como a arte respondeu à impossibilidade de narrar no mundo contemporâneo.

Domine o debate cinema vs. literatura: Descubra por que Pasolini declarou o fim do mandato literário e como o cinema assumiu a tarefa de narrar a verdade sobre a realidade.

Desenvolva um olhar crítico sobre a cultura: Aprenda a analisar as transformações estéticas e políticas desde Benjamin até Deleuze, passando por Agamben e os teóricos do cinema moderno.

Conecte filosofia, cinema e literatura: Explore como a crise da experiência atravessa diferentes linguagens artísticas e se manifesta em contextos históricos distintos — da Alemanha à Itália, do Brasil à filosofia contemporânea.

Compreenda a fabulação como ato político: Entenda por que "inventar o povo que falta" se tornou a tarefa urgente da arte contemporânea e suas implicações para a teoria crítica.

Aulas gravadas

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Acompanhamento do professor

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AULAS

Conteúdo Programático

Inscreva-se agora e garanta sua participação na aula inaugural, ao vivo via Zoom + as 16 horas de conteúdo gravado

Poema de povos, por Didi-Huberman

Aula 01

Cinema de Poesia, por Pier Paolo Pasolini

Aula 02

Passados citados por Jean-Luc Godard, por Didi-Huberman

Aula 03

O Narrador, de Walter Benjamin (1º debate)

Aula 04

O Narrador, de Walter Benjamin (2º debate)

Aula 05

O Narrador Pós-Moderno, de Silviano Santiago

Aula 06

Cine-olho: quando os homens se tornam visionários

Aula 07

AULA EXTRA

Encontro ao vivo para apresentação do curso e recebimento dos novos alunos

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A crise da narrativa não esperou. Sua formação teórica também não deveria.

Inscreva-se agora, participe do encontro ao vivo

Vivemos em tempos onde a experiência se fragmenta, onde o trauma paralisa a linguagem, onde os povos seguem faltando. Enquanto isso, os instrumentais teóricos para compreender essas questões permanecem restritos a poucos.


Este curso oferece 16 horas de formação densa que conectam Benjamin, Deleuze, Pasolini e Agamben — pensadores que não estarão mais acessíveis amanhã da mesma forma que estão hoje. A cada dia sem esse repertório é um dia a menos de capacidade crítica na sua prática clínica, na sua pesquisa, na sua escrita.


Garanta seu acesso agora. Comece a estudar hoje.

Preço atual

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de R$600

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Rogério Mattos

Prof.º Dr.º

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Rogério Mattos

Prof.º Dr.º

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Rogério Mattos

Prof.º Dr.º

// QUEM CRIOU O CURSO //

// QUEM CRIOU O CURSO //

Rogério Mattos é doutor em Estudos Literários pela UFF e professor com quinze anos de experiência entre o ensino básico e superior, a educação pública e privada. Sua formação atravessa História (UERJ), Literatura Portuguesa (mestrado/UERJ) e História da África e do negro no Brasil (especialização/UCAM) — uma trajetória que recusa as fronteiras disciplinares que empobreceram o pensamento crítico brasileiro.


Desde 2016, desenvolve através d'O Abertinho uma prática ensaística que articula cinema, literatura e filosofia para pensar as transformações da narrativa na modernidade. Seus textos circularam por Teoria e Debate, Brasil de Fato, GGN e diversos periódicos acadêmicos — sempre na fronteira entre rigor teórico e acessibilidade crítica.


Especialista nas relações entre cinema e literatura, sua abordagem conecta a crise benjaminiana da experiência com as inovações estéticas do cinema de autor pós-guerra (Pasolini, Godard, Glauber Rocha) e as transformações da literatura contemporânea. Entende que a passagem do mandato narrativo da literatura para o cinema não foi apenas uma mudança técnica, mas uma reconfiguração ética e política das formas de figurar o mundo.


Neste curso, mobiliza anos de leitura entre Benjamin, Deleuze, Agamben e os teóricos do cinema moderno para revelar como a arte contemporânea respondeu à impossibilidade de narrar — e como essa resposta está no centro das disputas políticas e estéticas do nosso tempo.

Rogério Mattos é doutor em Estudos Literários pela UFF e professor com quinze anos de experiência entre o ensino básico e superior, a educação pública e privada. Sua formação atravessa História (UERJ), Literatura Portuguesa (mestrado/UERJ) e História da África e do negro no Brasil (especialização/UCAM) — uma trajetória que recusa as fronteiras disciplinares que empobreceram o pensamento crítico brasileiro.


Desde 2016, desenvolve através d'O Abertinho uma prática ensaística que articula cinema, literatura e filosofia para pensar as transformações da narrativa na modernidade. Seus textos circularam por Teoria e Debate, Brasil de Fato, GGN e diversos periódicos acadêmicos — sempre na fronteira entre rigor teórico e acessibilidade crítica.


Especialista nas relações entre cinema e literatura, sua abordagem conecta a crise benjaminiana da experiência com as inovações estéticas do cinema de autor pós-guerra (Pasolini, Godard, Glauber Rocha) e as transformações da literatura contemporânea. Entende que a passagem do mandato narrativo da literatura para o cinema não foi apenas uma mudança técnica, mas uma reconfiguração ética e política das formas de figurar o mundo.


Neste curso, mobiliza anos de leitura entre Benjamin, Deleuze, Agamben e os teóricos do cinema moderno para revelar como a arte contemporânea respondeu à impossibilidade de narrar — e como essa resposta está no centro das disputas políticas e estéticas do nosso tempo.

A mudez traumática pode se tornar potência criadora. Você tem as ferramentas teóricas para compreender isso?

Poupe seu tempo e sua inteligência com buscas infrutíferas. Alie sua capacidade analítica com a potência crítica do curso

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