Oficina de leitura crítica e escrita criativa
A narrativa descolonizadora
A narrativa descolonizadora é o nome que dei para o modo como aprendi a ver o mundo. Após anos trabalhando na fronteira entre disciplinas como cinema, literatura e história, elas pouco a pouco foram perdendo o contorno, e o que restou foi uma linguagem de poesia, que não é a de quem escreve versos mas a de quem aprendeu a driblar as narrativas dominantes, como Garrincha driblava o campo inteiro organizado para pará-lo. Quando se leva a sério uma linguagem que recusa passar pelo filtro da língua já codificada, a escrita deixa de ser complemento da leitura e passa a ser sua outra face.
A narrativa descolonizadora entra agora numa nova fase, onde a escrita, e não mais só a leitura, passa a ter um foco central, porque ler o que o texto silencia e escrever desde o lugar que ele silenciou são o mesmo gesto. Terremotos clandestinos, abalos que a história oficial não registra, mas que mudam o solo por onde se pisa.
Oficina de leitura crítica e escrita criativa
A narrativa descolonizadora
A narrativa descolonizadora é o nome que dei para o modo como aprendi a ver o mundo. Após anos trabalhando na fronteira entre disciplinas como cinema, literatura e história, elas pouco a pouco foram perdendo o contorno, e o que restou foi uma linguagem de poesia, que não é a de quem escreve versos mas a de quem aprendeu a driblar as narrativas dominantes, como Garrincha driblava o campo inteiro organizado para pará-lo. Quando se leva a sério uma linguagem que recusa passar pelo filtro da língua já codificada, a escrita deixa de ser complemento da leitura e passa a ser sua outra face.
A narrativa descolonizadora entra agora numa nova fase, onde a escrita, e não mais só a leitura, passa a ter um foco central, porque ler o que o texto silencia e escrever desde o lugar que ele silenciou são o mesmo gesto. Terremotos clandestinos, abalos que a história oficial não registra, mas que mudam o solo por onde se pisa.
Oficina de leitura crítica e escrita criativa
A narrativa descolonizadora
A narrativa descolonizadora é o nome que dei para o modo como aprendi a ver o mundo. Após anos trabalhando na fronteira entre disciplinas como cinema, literatura e história, elas pouco a pouco foram perdendo o contorno, e o que restou foi uma linguagem de poesia, que não é a de quem escreve versos mas a de quem aprendeu a driblar as narrativas dominantes, como Garrincha driblava o campo inteiro organizado para pará-lo. Quando se leva a sério uma linguagem que recusa passar pelo filtro da língua já codificada, a escrita deixa de ser complemento da leitura e passa a ser sua outra face.
A narrativa descolonizadora entra agora numa nova fase, onde a escrita, e não mais só a leitura, passa a ter um foco central, porque ler o que o texto silencia e escrever desde o lugar que ele silenciou são o mesmo gesto. Terremotos clandestinos, abalos que a história oficial não registra, mas que mudam o solo por onde se pisa.
Um modo de ver o mundo
Esse modo de ver atravessa o cinema brasileiro, a literatura menor e a poética da história, porque certos autores fazem a mesma coisa por caminhos diferentes: identificam o que nos coloniza e criam as condições para que o novo emerja. São saberes compartilhados. Olhares que mudam a forma como se vê o papel do intelectual na formação da cultura, com o objetivo de formar para si um vocabulário de poesia, referências saídas dos olhos e da boca para colocar o mundo novamente em fragmentos, encontrar um mundo primeiro, anterior aos homens.
Cinco princípios percorrem este percurso, cada um deles simultaneamente de leitura e de escrita, porque descolonizar uma narrativa e produzir uma desde esse lugar são o mesmo gesto. Você verá no decorrer desta página como eles funcionam nesse regime de saberes compartilhados.
01
A leitura contrapontística

O imperialismo não precisa de força bruta quando já organizou narrativamente o campo do visível, quando os romances já ensinaram quem é civilizado e quem é bárbaro, quando o mapa do mundo já foi dividido entre os que narram e aqueles que são narrados. Said chamou de "geografia imaginativa" essa forma pela qual o Ocidente inventou seu Outro antes de dominá-lo. A leitura contrapontística é a reversão dessa mesma coisa: ler simultaneamente o que o texto diz e o que ele precisou calar para dizer o que disse, ouvir as vozes que foram silenciadas no próprio gesto de narrar.
A leitura contrapontística expõe as narrativas que colonizam. Mas expor não basta: é preciso encontrar uma forma de se expressar que não recaia na língua já codificada por essas mesmas narrativas. No cinema, essa forma se torna material. A palavra diz uma coisa e a imagem mostra outra, e nenhuma das duas mente. Foi o que Pasolini formulou como discurso indireto livre: figurar os povos e não as estrelas, expor o discurso do colonizador enquanto recupera as falas e os dialetos ameaçados pelo avanço do neocapitalismo. De Glauber a Sganzerla, o cinema moderno brasileiro levou esse recurso mais longe.
02
A figuração do Outro

Há uma cumplicidade do mundo culto que a literatura às vezes expõe e às vezes reproduz. A metáfora mais precisa para isso talvez esteja em Roberto Bolaño: uma casa onde acontece uma festa no andar de cima enquanto há tortura no porão, e os convidados sabem, e continuam conversando sobre literatura. O boom latino-americano foi celebrado enquanto os regimes militares desapareciam com uma geração inteira. Como figurar o Outro quando este está ameaçado constantemente pelo desaparecimento?
Essa mesma angústia atravessa o documentário quando o cineasta recusa a posição de etnólogo do povo e cria condições para que o outro fabule por conta própria, como fez Coutinho em "O fim e o princípio" ao voltar ao sertão sem roteiro e encontrar nos velhos de Araçás gente que fala como Riobaldo, que devolve cada pergunta com outra pergunta, que produz seus próprios enunciados em vez de servir de objeto para os enunciados do diretor.
E atravessa a historiografia quando Beatriz Nascimento, recusada por ser negra e por escrever poeticamente enquanto a academia queria "ciência", pisou a Serra da Barriga e descobriu que a linguagem acadêmica não servia para dizer o que precisava ser dito, que era preciso falar em oceano, em energia cósmica, em gangalas, porque talvez fosse exatamente essa linguagem de poeta que a história do quilombo — ontem e hoje — exige.
03
A posição menor

A linguagem dita "alta", culta, tem compromissos demais para se expressar de verdade, enquanto os princípios que deveriam ser comuns à escrita jazem sepultadas em convenções literárias esclerosadas vendidas à preço de ouro. Do outro lado, se produz o silenciamento ou a gritaria, a aceitação passiva ou a revolta.
Mas a história da literatura mostra outro caminho. Deleuze e Guattari chamaram de "literatura menor" o que Kafka fazia ao escrever num alemão trabalhado por dentro pelo tcheco, pelo ídiche, pelo judaísmo de Praga. Não uma literatura de menor expressão, mas algo que trabalha a língua dominante por dentro e a obriga a confessar o que não estava preparada a dizer.
A posição menor é escrever a partir de uma língua que não seria exatamente a sua e transformar esse deslocamento em potência. A escrita começa a funcionar de verdade no ponto onde a língua range.
04
Recapitular e ficcionar
Recapitular não é decidir o que merece continuar e o que precisa ser abandonado, como se a tradição fosse um inventário à espera de triagem. A recapitulação é um gesto de redenção: recuperar o que ficou inacabado, o que a história interrompeu, e dar a isso uma nova possibilidade de completar-se.
Todo grande autor recapitula em seus trabalhos a história inteira de seu gênero e de sua geração. Bolaño fez isso com os poetas latino-americanos que desapareceram nos porões das ditaduras ou nas esquinas da miséria, e que encontraram na ficção a existência que a história lhes negou. E nós hoje recapitulamos a própria geração de Bolaño lendo seus textos, devolvendo àquelas vidas a espessura que não tiveram enquanto eram vividas.
05
Do olhar ao texto
A narrativa descolonizadora sempre foi isso: um modo de olhar que recusa ser narrado pelos centros de poder. A linguagem de poesia é a forma que esse olhar encontra quando precisa se materializar em escrita, porque quem aprendeu a driblar as narrativas dominantes na leitura não tem como escrever de outro modo. Ler o que o texto silencia e escrever desde o lugar que ele silenciou são, no fundo, o mesmo gesto. Escrever sobre o próprio trabalho exige esse mesmo gesto, porque o texto que acompanha uma obra precisa criar as condições para que ela fale por si, para que o pensamento que a atravessa se torne visível sem que quem escreve ocupe o lugar da própria obra. O que muda agora é que isso se materializa nos seus textos.
Um modo de ver o mundo
Esse modo de ver atravessa o cinema brasileiro, a literatura menor e a poética da história, porque certos autores fazem a mesma coisa por caminhos diferentes: identificam o que nos coloniza e criam as condições para que o novo emerja. São saberes compartilhados. Olhares que mudam a forma como se vê o papel do intelectual na formação da cultura, com o objetivo de formar para si um vocabulário de poesia, referências saídas dos olhos e da boca para colocar o mundo novamente em fragmentos, encontrar um mundo primeiro, anterior aos homens.
Cinco princípios percorrem este percurso, cada um deles simultaneamente de leitura e de escrita, porque descolonizar uma narrativa e produzir uma desde esse lugar são o mesmo gesto. Você verá no decorrer desta página como eles funcionam nesse regime de saberes compartilhados.
01
A leitura contrapontística

O imperialismo não precisa de força bruta quando já organizou narrativamente o campo do visível, quando os romances já ensinaram quem é civilizado e quem é bárbaro, quando o mapa do mundo já foi dividido entre os que narram e aqueles que são narrados. Said chamou de "geografia imaginativa" essa forma pela qual o Ocidente inventou seu Outro antes de dominá-lo. A leitura contrapontística é a reversão dessa mesma coisa: ler simultaneamente o que o texto diz e o que ele precisou calar para dizer o que disse, ouvir as vozes que foram silenciadas no próprio gesto de narrar.
A leitura contrapontística expõe as narrativas que colonizam. Mas expor não basta: é preciso encontrar uma forma de se expressar que não recaia na língua já codificada por essas mesmas narrativas. No cinema, essa forma se torna material. A palavra diz uma coisa e a imagem mostra outra, e nenhuma das duas mente. Foi o que Pasolini formulou como discurso indireto livre: figurar os povos e não as estrelas, expor o discurso do colonizador enquanto recupera as falas e os dialetos ameaçados pelo avanço do neocapitalismo. De Glauber a Sganzerla, o cinema moderno brasileiro levou esse recurso mais longe.
02
A figuração do Outro

Há uma cumplicidade do mundo culto que a literatura às vezes expõe e às vezes reproduz. A metáfora mais precisa para isso talvez esteja em Roberto Bolaño: uma casa onde acontece uma festa no andar de cima enquanto há tortura no porão, e os convidados sabem, e continuam conversando sobre literatura. O boom latino-americano foi celebrado enquanto os regimes militares desapareciam com uma geração inteira. Como figurar o Outro quando este está ameaçado constantemente pelo desaparecimento?
Essa mesma angústia atravessa o documentário quando o cineasta recusa a posição de etnólogo do povo e cria condições para que o outro fabule por conta própria, como fez Coutinho em "O fim e o princípio" ao voltar ao sertão sem roteiro e encontrar nos velhos de Araçás gente que fala como Riobaldo, que devolve cada pergunta com outra pergunta, que produz seus próprios enunciados em vez de servir de objeto para os enunciados do diretor.
E atravessa a historiografia quando Beatriz Nascimento, recusada por ser negra e por escrever poeticamente enquanto a academia queria "ciência", pisou a Serra da Barriga e descobriu que a linguagem acadêmica não servia para dizer o que precisava ser dito, que era preciso falar em oceano, em energia cósmica, em gangalas, porque talvez fosse exatamente essa linguagem de poeta que a história do quilombo — ontem e hoje — exige.
03
A posição menor

A linguagem dita "alta", culta, tem compromissos demais para se expressar de verdade, enquanto os princípios que deveriam ser comuns à escrita jazem sepultadas em convenções literárias esclerosadas vendidas à preço de ouro. Do outro lado, se produz o silenciamento ou a gritaria, a aceitação passiva ou a revolta.
Mas a história da literatura mostra outro caminho. Deleuze e Guattari chamaram de "literatura menor" o que Kafka fazia ao escrever num alemão trabalhado por dentro pelo tcheco, pelo ídiche, pelo judaísmo de Praga. Não uma literatura de menor expressão, mas algo que trabalha a língua dominante por dentro e a obriga a confessar o que não estava preparada a dizer.
A posição menor é escrever a partir de uma língua que não seria exatamente a sua e transformar esse deslocamento em potência. A escrita começa a funcionar de verdade no ponto onde a língua range.
04
Recapitular e ficcionar
Recapitular não é decidir o que merece continuar e o que precisa ser abandonado, como se a tradição fosse um inventário à espera de triagem. A recapitulação é um gesto de redenção: recuperar o que ficou inacabado, o que a história interrompeu, e dar a isso uma nova possibilidade de completar-se.
Todo grande autor recapitula em seus trabalhos a história inteira de seu gênero e de sua geração. Bolaño fez isso com os poetas latino-americanos que desapareceram nos porões das ditaduras ou nas esquinas da miséria, e que encontraram na ficção a existência que a história lhes negou. E nós hoje recapitulamos a própria geração de Bolaño lendo seus textos, devolvendo àquelas vidas a espessura que não tiveram enquanto eram vividas.
05
Do olhar ao texto
A narrativa descolonizadora sempre foi isso: um modo de olhar que recusa ser narrado pelos centros de poder. A linguagem de poesia é a forma que esse olhar encontra quando precisa se materializar em escrita, porque quem aprendeu a driblar as narrativas dominantes na leitura não tem como escrever de outro modo. Ler o que o texto silencia e escrever desde o lugar que ele silenciou são, no fundo, o mesmo gesto. Escrever sobre o próprio trabalho exige esse mesmo gesto, porque o texto que acompanha uma obra precisa criar as condições para que ela fale por si, para que o pensamento que a atravessa se torne visível sem que quem escreve ocupe o lugar da própria obra. O que muda agora é que isso se materializa nos seus textos.
Um modo de ver o mundo
Esse modo de ver atravessa o cinema brasileiro, a literatura menor e a poética da história, porque certos autores fazem a mesma coisa por caminhos diferentes: identificam o que nos coloniza e criam as condições para que o novo emerja. São saberes compartilhados. Olhares que mudam a forma como se vê o papel do intelectual na formação da cultura, com o objetivo de formar para si um vocabulário de poesia, referências saídas dos olhos e da boca para colocar o mundo novamente em fragmentos, encontrar um mundo primeiro, anterior aos homens.
Cinco princípios percorrem este percurso, cada um deles simultaneamente de leitura e de escrita, porque descolonizar uma narrativa e produzir uma desde esse lugar são o mesmo gesto. Você verá no decorrer desta página como eles funcionam nesse regime de saberes compartilhados.
01
A leitura contrapontística

O imperialismo não precisa de força bruta quando já organizou narrativamente o campo do visível, quando os romances já ensinaram quem é civilizado e quem é bárbaro, quando o mapa do mundo já foi dividido entre os que narram e aqueles que são narrados. Said chamou de "geografia imaginativa" essa forma pela qual o Ocidente inventou seu Outro antes de dominá-lo. A leitura contrapontística é a reversão dessa mesma coisa: ler simultaneamente o que o texto diz e o que ele precisou calar para dizer o que disse, ouvir as vozes que foram silenciadas no próprio gesto de narrar.
A leitura contrapontística expõe as narrativas que colonizam. Mas expor não basta: é preciso encontrar uma forma de se expressar que não recaia na língua já codificada por essas mesmas narrativas. No cinema, essa forma se torna material. A palavra diz uma coisa e a imagem mostra outra, e nenhuma das duas mente. Foi o que Pasolini formulou como discurso indireto livre: figurar os povos e não as estrelas, expor o discurso do colonizador enquanto recupera as falas e os dialetos ameaçados pelo avanço do neocapitalismo. De Glauber a Sganzerla, o cinema moderno brasileiro levou esse recurso mais longe.
02
A figuração do Outro

Há uma cumplicidade do mundo culto que a literatura às vezes expõe e às vezes reproduz. A metáfora mais precisa para isso talvez esteja em Roberto Bolaño: uma casa onde acontece uma festa no andar de cima enquanto há tortura no porão, e os convidados sabem, e continuam conversando sobre literatura. O boom latino-americano foi celebrado enquanto os regimes militares desapareciam com uma geração inteira. Como figurar o Outro quando este está ameaçado constantemente pelo desaparecimento?
Essa mesma angústia atravessa o documentário quando o cineasta recusa a posição de etnólogo do povo e cria condições para que o outro fabule por conta própria, como fez Coutinho em "O fim e o princípio" ao voltar ao sertão sem roteiro e encontrar nos velhos de Araçás gente que fala como Riobaldo, que devolve cada pergunta com outra pergunta, que produz seus próprios enunciados em vez de servir de objeto para os enunciados do diretor.
E atravessa a historiografia quando Beatriz Nascimento, recusada por ser negra e por escrever poeticamente enquanto a academia queria "ciência", pisou a Serra da Barriga e descobriu que a linguagem acadêmica não servia para dizer o que precisava ser dito, que era preciso falar em oceano, em energia cósmica, em gangalas, porque talvez fosse exatamente essa linguagem de poeta que a história do quilombo — ontem e hoje — exige.
03
A posição menor

A linguagem dita "alta", culta, tem compromissos demais para se expressar de verdade, enquanto os princípios que deveriam ser comuns à escrita jazem sepultadas em convenções literárias esclerosadas vendidas à preço de ouro. Do outro lado, se produz o silenciamento ou a gritaria, a aceitação passiva ou a revolta.
Mas a história da literatura mostra outro caminho. Deleuze e Guattari chamaram de "literatura menor" o que Kafka fazia ao escrever num alemão trabalhado por dentro pelo tcheco, pelo ídiche, pelo judaísmo de Praga. Não uma literatura de menor expressão, mas algo que trabalha a língua dominante por dentro e a obriga a confessar o que não estava preparada a dizer.
A posição menor é escrever a partir de uma língua que não seria exatamente a sua e transformar esse deslocamento em potência. A escrita começa a funcionar de verdade no ponto onde a língua range.
04
Recapitular e ficcionar
Recapitular não é decidir o que merece continuar e o que precisa ser abandonado, como se a tradição fosse um inventário à espera de triagem. A recapitulação é um gesto de redenção: recuperar o que ficou inacabado, o que a história interrompeu, e dar a isso uma nova possibilidade de completar-se.
Todo grande autor recapitula em seus trabalhos a história inteira de seu gênero e de sua geração. Bolaño fez isso com os poetas latino-americanos que desapareceram nos porões das ditaduras ou nas esquinas da miséria, e que encontraram na ficção a existência que a história lhes negou. E nós hoje recapitulamos a própria geração de Bolaño lendo seus textos, devolvendo àquelas vidas a espessura que não tiveram enquanto eram vividas.
05
Do olhar ao texto
A narrativa descolonizadora sempre foi isso: um modo de olhar que recusa ser narrado pelos centros de poder. A linguagem de poesia é a forma que esse olhar encontra quando precisa se materializar em escrita, porque quem aprendeu a driblar as narrativas dominantes na leitura não tem como escrever de outro modo. Ler o que o texto silencia e escrever desde o lugar que ele silenciou são, no fundo, o mesmo gesto. Escrever sobre o próprio trabalho exige esse mesmo gesto, porque o texto que acompanha uma obra precisa criar as condições para que ela fale por si, para que o pensamento que a atravessa se torne visível sem que quem escreve ocupe o lugar da própria obra. O que muda agora é que isso se materializa nos seus textos.
Dar-se intercessores: para que a fala vire fabulação
Dar-se intercessores: para que a fala vire fabulação
Se este percurso para você é como uma rasura no que se entende por 'cultura', o que falta agora é levar esse mesmo gesto para os seus próprios textos, sobre o seu próprio trabalho.
Se este percurso para você é como uma rasura no que se entende por 'cultura', o que falta agora é levar esse mesmo gesto para os seus próprios textos, sobre o seu próprio trabalho.
Aliados às transformações no mundo como as lutas contra as ditaduras na América do Sul, pela Libertação dos países da África, pelos direitos civis nos EUA, a formação do Brasil e o pensamento dele decorrente não poderia vingar em termos sociais caso a politização deixasse de invadir o ateliê literário.

A oficina é onde isso acontece: quatro encontros semanais, turma de seis a oito pessoas, e os seus textos passando pelo mesmo rigor de leitura que se aplicaria a qualquer texto de referência.
Se este percurso para você é como uma rasura no que se entende por 'cultura', o que falta agora é levar esse mesmo gesto para os seus próprios textos, sobre o seu próprio trabalho.
Aliados às transformações no mundo como as lutas contra as ditaduras na América do Sul, pela Libertação dos países da África, pelos direitos civis nos EUA, a formação do Brasil e o pensamento dele decorrente não poderia vingar em termos sociais caso a politização deixasse de invadir o ateliê literário.

A oficina é onde isso acontece: quatro encontros semanais, turma de seis a oito pessoas, e os seus textos passando pelo mesmo rigor de leitura que se aplicaria a qualquer texto de referência.
Convido você a exercitar esse gesto de rasura.
ou continue a leitura para compreender a poética do percurso →
Convido você a exercitar esse gesto de rasura.
ou continue a leitura para compreender a poética do percurso →
Convido você a exercitar esse gesto de rasura.
ou continue a leitura para compreender a poética do percurso →
LEITURA CRÍTICA
Aulas gravadas
As seis aulas gravadas ficam disponíveis assim que a inscrição for realizada e percorrem o caminho inteiro da narrativa descolonizadora, da leitura contrapontística de Said ao discurso indireto livre de Pasolini e Sganzerla, do documentário de Coutinho à prosa de Bolaño, da poética da história de Beatriz Nascimento aos princípios de escrita que atravessam Piglia, Silviano Santiago e o próprio Bolaño. Uma formação teórica densa que sustenta o que acontece nos encontros ao vivo, e que você pode percorrer no seu tempo antes, durante ou depois da oficina.
A câmera livre e o cinema brasileiro
Aula 01
A estética pecaminosa: de Sganzerla a Coutinho
Aula 02
O autor como intercessor
Aula 03
Re-Visão de Roberto Bolaño
Aula 04
A verdade tem a estrutura de uma ficção
Aula 05
A poética da história de Beatriz Nascimento
AULA 06
LEITURA CRÍTICA
Aulas gravadas
As seis aulas gravadas ficam disponíveis assim que a inscrição for realizada e percorrem o caminho inteiro da narrativa descolonizadora, da leitura contrapontística de Said ao discurso indireto livre de Pasolini e Sganzerla, do documentário de Coutinho à prosa de Bolaño, da poética da história de Beatriz Nascimento aos princípios de escrita que atravessam Piglia, Silviano Santiago e o próprio Bolaño. Uma formação teórica densa que sustenta o que acontece nos encontros ao vivo, e que você pode percorrer no seu tempo antes, durante ou depois da oficina.
A câmera livre e o cinema brasileiro
Aula 01
A estética pecaminosa: de Sganzerla a Coutinho
Aula 02
O autor como intercessor
Aula 03
Re-Visão de Roberto Bolaño
Aula 04
A verdade tem a estrutura de uma ficção
Aula 05
A poética da história de Beatriz Nascimento
AULA 06
LEITURA CRÍTICA
Aulas gravadas
As seis aulas gravadas ficam disponíveis assim que a inscrição for realizada e percorrem o caminho inteiro da narrativa descolonizadora, da leitura contrapontística de Said ao discurso indireto livre de Pasolini e Sganzerla, do documentário de Coutinho à prosa de Bolaño, da poética da história de Beatriz Nascimento aos princípios de escrita que atravessam Piglia, Silviano Santiago e o próprio Bolaño. Uma formação teórica densa que sustenta o que acontece nos encontros ao vivo, e que você pode percorrer no seu tempo antes, durante ou depois da oficina.
A câmera livre e o cinema brasileiro
Aula 01
A estética pecaminosa: de Sganzerla a Coutinho
Aula 02
O autor como intercessor
Aula 03
Re-Visão de Roberto Bolaño
Aula 04
A verdade tem a estrutura de uma ficção
Aula 05
A poética da história de Beatriz Nascimento
AULA 06
ESCRITA CRIATIVA
Encontros ao vivo
Os encontros ao vivo são o coração do percurso e o motivo pelo qual a turma é reduzida a seis ou oito pessoas. Cada um dos três primeiros encontros trabalha um dos princípios de escrita, abre discussão com referências contemporâneas e dedica a segunda metade à leitura coletiva dos textos que os participantes produziram ao longo da semana, com o mesmo rigor de leitura que se aplicaria a qualquer texto de referência. O quarto encontro é inteiro dedicado à leitura dos textos finais e à devolutiva do percurso, onde o que cada um escreveu ao longo do mês passa por uma discussão mais demorada sobre o que funciona, o que falha, e por quê.
A posição menor
1º encontro
A recapitulação como gesto
2º encontro
A ficção do outro
3º encontro
Leitura coletiva e devolutiva
4º encontro
ESCRITA CRIATIVA
Encontros ao vivo
Os encontros ao vivo são o coração do percurso e o motivo pelo qual a turma é reduzida a seis ou oito pessoas. Cada um dos três primeiros encontros trabalha um dos princípios de escrita, abre discussão com referências contemporâneas e dedica a segunda metade à leitura coletiva dos textos que os participantes produziram ao longo da semana, com o mesmo rigor de leitura que se aplicaria a qualquer texto de referência. O quarto encontro é inteiro dedicado à leitura dos textos finais e à devolutiva do percurso, onde o que cada um escreveu ao longo do mês passa por uma discussão mais demorada sobre o que funciona, o que falha, e por quê.
A posição menor
1º encontro
A recapitulação como gesto
2º encontro
A ficção do outro
3º encontro
Leitura coletiva e devolutiva
4º encontro
ESCRITA CRIATIVA
Encontros ao vivo
Os encontros ao vivo são o coração do percurso e o motivo pelo qual a turma é reduzida a seis ou oito pessoas. Cada um dos três primeiros encontros trabalha um dos princípios de escrita, abre discussão com referências contemporâneas e dedica a segunda metade à leitura coletiva dos textos que os participantes produziram ao longo da semana, com o mesmo rigor de leitura que se aplicaria a qualquer texto de referência. O quarto encontro é inteiro dedicado à leitura dos textos finais e à devolutiva do percurso, onde o que cada um escreveu ao longo do mês passa por uma discussão mais demorada sobre o que funciona, o que falha, e por quê.
A posição menor
1º encontro
A recapitulação como gesto
2º encontro
A ficção do outro
3º encontro
Leitura coletiva e devolutiva
4º encontro

A Terra é o meu quilombo. Meu espaço é meu quilombo. Onde eu estou, eu estou. Quando eu estou, eu sou.
Beatriz Nascimento, Orí (1989)
A Terra é o meu quilombo. Meu espaço é meu quilombo. Onde eu estou, eu estou. Quando eu estou, eu sou.
Beatriz Nascimento, Orí (1989)

A Terra é o meu quilombo. Meu espaço é meu quilombo. Onde eu estou, eu estou. Quando eu estou, eu sou.
Beatriz Nascimento, Orí (1989)
Por que esta oficina é para você:
Por que esta oficina é para você:
Escreva desde o lugar que o centro não reconhece. A posição menor como princípio de escrita: forçar a língua dominante a confessar o que não estava preparada a dizer, em vez de se submeter a ela.
Recapitule e julgue a tradição. Saber onde o que você faz se situa, o que está continuando e o que está recusando. Sem isso o texto flutua. Com isso, o texto se torna ele mesmo um gesto crítico.
Construa um dispositivo para que o outro fale. A ficção do outro como modo de criar as condições para que uma voz que não é a sua apareça sem ser domesticada.
Leitura e escrita como gesto ético. A narrativa descolonizadora não separa forma de posicionamento. Descolonizar uma narrativa e produzir uma desde esse lugar são a mesma coisa.
Forme para si um vocabulário de poesia. Referências saídas dos olhos e da boca, não do dicionário da classe dominante. O percurso inteiro produz isso: um repertório que serve tanto para identificar o que coloniza nas narrativas quanto para escrever driblando essas mesmas formas de dominação.
Oficina ao vivo em turma reduzida
Seis aulas gravadas
Materiais em PDF
Acompanhamento do professor
Estudo aprofundado
Como funciona a oficina?
Veja abaixo as informações sobre formato, datas e tempo de acesso.
Aulas ao vivo
Quatro encontros semanais, turma de 6 a 8 pessoas
Os encontros acontecem às XXX, das XXX às XXX, a partir de XXX (data a definir). Cada sessão trabalha um dos princípios de escrita e dedica a segunda metade à leitura coletiva dos textos produzidos pelo grupo. O último encontro é inteiro dedicado à leitura dos textos finais e à devolutiva do percurso.
Aulas gravadas
Seis aulas, acesse quando quiser
As aulas gravadas ficam disponíveis assim que a inscrição for realizada. Você já pode mergulhar na formação teórica antes dos encontros ao vivo.
Tempo de acesso
3 meses
Durante esse tempo, participa da comunidade de A Engenhoca e tem acesso direto ao professor para dúvidas e aprofundamento de estudos.
Como funciona a oficina?
Veja abaixo as informações sobre formato, datas e tempo de acesso.
Aulas ao vivo
Quatro encontros semanais, turma de 6 a 8 pessoas
Os encontros acontecem às XXX, das XXX às XXX, a partir de XXX (data a definir). Cada sessão trabalha um dos princípios de escrita e dedica a segunda metade à leitura coletiva dos textos produzidos pelo grupo. O último encontro é inteiro dedicado à leitura dos textos finais e à devolutiva do percurso.
Aulas gravadas
Seis aulas, acesse quando quiser
As aulas gravadas ficam disponíveis assim que a inscrição for realizada. Você já pode mergulhar na formação teórica antes dos encontros ao vivo.
Tempo de acesso
3 meses
Durante esse tempo, participa da comunidade de A Engenhoca e tem acesso direto ao professor para dúvidas e aprofundamento de estudos.
Como funciona a oficina?
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Aulas ao vivo
Quatro encontros semanais, turma de 6 a 8 pessoas
Os encontros acontecem às XXX, das XXX às XXX, a partir de XXX (data a definir). Cada sessão trabalha um dos princípios de escrita e dedica a segunda metade à leitura coletiva dos textos produzidos pelo grupo. O último encontro é inteiro dedicado à leitura dos textos finais e à devolutiva do percurso.
Aulas gravadas
Seis aulas, acesse quando quiser
As aulas gravadas ficam disponíveis assim que a inscrição for realizada. Você já pode mergulhar na formação teórica antes dos encontros ao vivo.
Tempo de acesso
3 meses
Durante esse tempo, participa da comunidade de A Engenhoca e tem acesso direto ao professor para dúvidas e aprofundamento de estudos.
A narrativa coloniza. Aprender a lê-la é o primeiro gesto. Aprender a rasurá-la, o decisivo
4 sessões ao vivo em grupo reduzido. 6 aulas gravadas de base teórica. Leitura coletiva e devolutiva rigorosa de texto.
A formação que este percurso propõe não separa a leitura crítica da escrita porque, na prática, separar as duas coisas é reproduzir a divisão que o curso inteiro põe em questão: de um lado quem lê (e julga), do outro quem escreve (e se submete ao julgamento). Aqui, quem lê contrapontisticamente um texto de Said ou um plano de Coutinho está ao mesmo tempo aprendendo a identificar onde a própria escrita se acomoda nas formas que pretende desmontar.
As sessões ao vivo acontecem em grupos de 6 a 8 pessoas, o que permite uma interlocução real entre os participantes e uma devolutiva de texto que não é genérica. As 6 aulas gravadas fornecem o vocabulário teórico (a leitura contrapontística, a figuração do outro, a posição menor, a passagem do olhar ao texto), mas é nos encontros semanais que esse vocabulário se testa na escrita de cada um.
Investimento
15% off
de R$900
R$765
R$765,00
Valor da primeira turma (15% de desconto). Vagas limitadas ao formato do grupo.
Textos trabalhados em PDF
Materiais paradidáticos
Sínteses detalhadas de cada encontro
Aulas ao vivo e gravadas
Interlocução direta com o professor
A narrativa coloniza. Aprender a lê-la é o primeiro gesto. Aprender a rasurá-la, o decisivo
4 sessões ao vivo em grupo reduzido. 6 aulas gravadas de base teórica. Leitura coletiva e devolutiva rigorosa de texto.
A formação que este percurso propõe não separa a leitura crítica da escrita porque, na prática, separar as duas coisas é reproduzir a divisão que o curso inteiro põe em questão: de um lado quem lê (e julga), do outro quem escreve (e se submete ao julgamento). Aqui, quem lê contrapontisticamente um texto de Said ou um plano de Coutinho está ao mesmo tempo aprendendo a identificar onde a própria escrita se acomoda nas formas que pretende desmontar.
As sessões ao vivo acontecem em grupos de 6 a 8 pessoas, o que permite uma interlocução real entre os participantes e uma devolutiva de texto que não é genérica. As 6 aulas gravadas fornecem o vocabulário teórico (a leitura contrapontística, a figuração do outro, a posição menor, a passagem do olhar ao texto), mas é nos encontros semanais que esse vocabulário se testa na escrita de cada um.
Investimento
15% off
de R$900
R$765
R$765,00
Valor da primeira turma (15% de desconto). Vagas limitadas ao formato do grupo.
Textos trabalhados em PDF
Materiais paradidáticos
Sínteses detalhadas de cada encontro
Aulas ao vivo e gravadas
Interlocução direta com o professor
A narrativa coloniza. Aprender a lê-la é o primeiro gesto. Aprender a rasurá-la, o decisivo
4 sessões ao vivo em grupo reduzido. 6 aulas gravadas de base teórica. Leitura coletiva e devolutiva rigorosa de texto.
A formação que este percurso propõe não separa a leitura crítica da escrita porque, na prática, separar as duas coisas é reproduzir a divisão que o curso inteiro põe em questão: de um lado quem lê (e julga), do outro quem escreve (e se submete ao julgamento). Aqui, quem lê contrapontisticamente um texto de Said ou um plano de Coutinho está ao mesmo tempo aprendendo a identificar onde a própria escrita se acomoda nas formas que pretende desmontar.
As sessões ao vivo acontecem em grupos de 6 a 8 pessoas, o que permite uma interlocução real entre os participantes e uma devolutiva de texto que não é genérica. As 6 aulas gravadas fornecem o vocabulário teórico (a leitura contrapontística, a figuração do outro, a posição menor, a passagem do olhar ao texto), mas é nos encontros semanais que esse vocabulário se testa na escrita de cada um.
Investimento
15% off
de R$900
de R$900
R$765,00
Valor da primeira turma (15% de desconto). Vagas limitadas ao formato do grupo.
Textos trabalhados em PDF
Materiais paradidáticos
Sínteses detalhadas de cada encontro
Aulas ao vivo e gravadas
Interlocução direta com o professor

Rogério Mattos
Prof.º Dr.º

Rogério Mattos
Prof.º Dr.º

Rogério Mattos
Prof.º Dr.º
// QUEM CONDUZ A OFICINA //
// QUEM CONDUZ A OFICINA //
Rogério Mattos é doutor em Estudos Literários pela UFF, com formação que atravessa História, Literatura Portuguesa e História da África. Quinze anos entre sala de aula e pesquisa, ensino básico e superior, educação pública e privada.
A integração entre leitura crítica e escrita não nasceu de uma decisão curricular, mas de uma constatação que se impôs ao longo desse percurso: quem aprende a ler contrapontisticamente (Said, Pasolini, Coutinho, Beatriz Nascimento) acaba descobrindo que a própria escrita precisa se medir por essa régua. Os textos que publica desde 2016 através d'O Abertinho, e que circularam por Teoria e Debate, Brasil de Fato, GGN e periódicos acadêmicos, nascem exatamente desse cruzamento entre disciplinas que a universidade costuma manter separadas. A oficina formaliza esse processo e o abre para um grupo reduzido de pessoas dispostas a submeter seus textos ao mesmo tipo de interlocução rigorosa de onde esses escritos nasceram.
Rogério Mattos é doutor em Estudos Literários pela UFF, com formação que atravessa História, Literatura Portuguesa e História da África. Quinze anos entre sala de aula e pesquisa, ensino básico e superior, educação pública e privada.
O que o move não cabe no currículo. É esse modo de pensar que faz as disciplinas perderem o contorno. Ver Pasolini como quem interroga a cultura atravessando fronteiras. Perceber em Coutinho um dispositivo que desmonta o olhar colonizador. Reconhecer em Sganzerla o gesto que cria um terceiro sentido entre palavra e imagem. Encontrar em Bolaño a distinção entre o poeta maldito e o poeta do mal. E entender por que Beatriz Nascimento precisou escrever em linguagem de poeta quando a historiografia não tinha palavras para o que ela queria dizer.
Desde 2016, desenvolve essa prática através d'O Abertinho. Textos que circularam por Teoria e Debate, Brasil de Fato, GGN e periódicos acadêmicos. Sempre na fronteira entre rigor teórico e intervenção crítica. Sempre recusando a separação entre pensar e agir.
Rogério Mattos é doutor em Estudos Literários pela UFF, com formação que atravessa História, Literatura Portuguesa e História da África. Quinze anos entre sala de aula e pesquisa, ensino básico e superior, educação pública e privada.
A integração entre leitura crítica e escrita não nasceu de uma decisão curricular, mas de uma constatação que se impôs ao longo desse percurso: quem aprende a ler contrapontisticamente (Said, Pasolini, Coutinho, Beatriz Nascimento) acaba descobrindo que a própria escrita precisa se medir por essa régua. Os textos que publica desde 2016 através d'O Abertinho, e que circularam por Teoria e Debate, Brasil de Fato, GGN e periódicos acadêmicos, nascem exatamente desse cruzamento entre disciplinas que a universidade costuma manter separadas. A oficina formaliza esse processo e o abre para um grupo reduzido de pessoas dispostas a submeter seus textos ao mesmo tipo de interlocução rigorosa de onde esses escritos nasceram.
Falar de um lugar que o centro não reconhece
É o que esses autores fizeram. E insistiram. Se você quer aprender a ler assim, a pensar assim, a escrever a partir disso, este é o lugar. A primeira turma tem 15% de desconto
Falar de um lugar que o centro não reconhece
É o que esses autores fizeram. E insistiram. Se você quer aprender a ler assim, a pensar assim, a escrever a partir disso, este é o lugar. A primeira turma tem 15% de desconto
Falar de um lugar que o centro não reconhece
É o que esses autores fizeram. E insistiram. Se você quer aprender a ler assim, a pensar assim, a escrever a partir disso, este é o lugar. A primeira turma tem 15% de desconto








