


Quem já leu as Teses sobre o conceito de história sabe que ali o tempo funciona de um jeito que ninguém à volta consegue explicar, uma clareza estranha, como se o texto soubesse mais do que as categorias disponíveis conseguem dizer.
Elas têm uma genealogia que ninguém costuma contar, e quando Nietzsche tentou ser o Anticristo delas, acabou confirmando a estrutura no gesto de invertê-la. O livro que você vai conhecer aqui começa onde essa inversão falha.
"Escovar a história a contrapelo" nunca foi figura de linguagem, onde a tradição dos oprimidos aparece como exigência e não como tema, onde a fraca força messiânica resiste a toda tentativa de convertê-la em metáfora.
A leitura que se tornou dominante tratou tudo isso como se fosse, e ao longo de meio século converteu Benjamin num pensador da contemplação melancólica, alguém que supostamente olha a catástrofe de longe e sabe que nada pode fazer. O anjo da história virou pôster.
Acontece que Benjamin nunca pertenceu a essa leitura, e em 2000 um filósofo italiano criou as condições para que a potência das Teses voltasse a ser praticável.
//

Benjamin viveu e morreu à margem da Escola de Frankfurt. Horkheimer rejeitou sua habilitação, pagou-lhe salários de fome, censurou seus textos , interceptou correspondências que poderiam ter mudado o destino dele, e quando Benjamin morreu em Port-Bou, os mesmos que tinham as mãos atadas para salvá-lo tiveram as mãos livres para tutelar seus manuscritos durante meio século.
Essa incompatibilidade é menos biográfica do que filosófica. Frankfurt está enraizada numa estrutura kantiana que Benjamin recusou a vida inteira: agir como se o progresso existisse, como se a lei moral fosse universal, como se o sujeito europeu que contempla o mundo fosse o sujeito de todos. A pergunta que essa tradição nunca fez a si mesma (quem contempla? de onde? com que corpo?) revela que essa posição sem lugar e etnocêntrica é sempre a posição de quem pode se dar ao luxo de não ter lugar.
E a recepção de Benjamin que importa é tão pouco lida, ainda que bem conhecida e, às vezes, temida, como o próprio Anticristo.
//

Em 1981, Agamben encontrou na Bibliothèque Nationale manuscritos de Benjamin que se consideravam perdidos. Organizou a edição italiana das obras completas e descobriu que no manuscrito original das Teses a palavra "fraca" aparece espaçada, letra por letra, como se Benjamin quisesse forçar o leitor a desacelerar justamente ali, onde a força messiânica é nomeada.
Achado documental, achado filológico, e em 2000, achado interpretativo: O Tempo que Resta, um seminário sobre dez palavras da Carta aos Romanos de Paulo, que se apresenta como comentário a uma carta do século I mas é o livro sobre Benjamin que ninguém tinha conseguido escrever.
Agamben não faz monumento a Benjamin, porque isso seria exatamente o que a leitura dominante faz: embalsamar, converter a tradição dos oprimidos em objeto de reverência acadêmica. O que Agamben faz é restituir potência, criar as condições para que a massa dos esquecidos volte a exigir a sua possibilidade. A exigência do inesquecível não é resgatar o passado como memória, mas devolver a ele aquilo que a "leitura tutelada" tinha retirado.
//

Marx olhou para os vagabundos, os boêmios, os literatos, os trapeiros, os conspiradores, e viu proletariado em farrapos, gente supostamente incapaz de revolução. Benjamin olhou para os mesmos (através de Baudelaire) e viu os heróis da modernidade. Pasolini filmou os mesmos na periferia de Roma. Joel Rufino dos Santos viu os mesmos no Brasil e percebeu que numa sociedade onde o pobre luta para se classificar, a luta de classes não descreve o que acontece.
Agamben chama essa posição de "resto": aquilo que jamais coincide consigo mesmo, que infinitamente resiste em toda divisão. O poeta, o artista, o fora-de-classe, fala a verdade sobre a sociedade justamente porque não pertence a nenhuma das suas estruturas. E a vocação messiânica que Paulo articula não é um chamado para ocupar um lugar no mundo (como Weber quis quando traduziu vocação por profissão), mas uma revocação, o chamado que te retira da classe, e é dessa separação que nasce a potência.
*
Esse livro de duzentas páginas funciona como um compêndio de toda a tradição crítica, e o curso atravessa ele inteiro com o cuidado que o texto exige. Ao longo das aulas, conceitos que pareciam pertencer a mundos separados (a imagem-tempo no cinema, a sestina na poesia, a vocação em Weber, a lei em Marx, a literatura menor em Deleuze) revelam uma estrutura comum que Agamben torna legível com um trabalho filológico raro.
Se você lê Benjamin e sente que ali tem mais do que os comentadores dizem, esse curso abre o que te mostrar. Se você se interessa por filosofia e quer entender como Agamben reposiciona a tradição inteira (de Kant a Deleuze, passando por Nietzsche, Weber e Marx) numa constelação que ninguém tinha montado, esse é o percurso. E se o que te move é a estética, o cinema, a poesia, a forma que nasce quando sob qual forma de resistência, vai reconhecer aqui a posição que já ocupa, finalmente nomeada.
Quem já leu as Teses sobre o conceito de história sabe que ali o tempo funciona de um jeito que ninguém à volta consegue explicar, uma clareza estranha, como se o texto soubesse mais do que as categorias disponíveis conseguem dizer.
Elas têm uma genealogia que ninguém costuma contar, e quando Nietzsche tentou ser o Anticristo delas, acabou confirmando a estrutura no gesto de invertê-la. O livro que você vai conhecer aqui começa onde essa inversão falha.
"Escovar a história a contrapelo" nunca foi figura de linguagem, onde a tradição dos oprimidos aparece como exigência e não como tema, onde a fraca força messiânica resiste a toda tentativa de convertê-la em metáfora.
A leitura que se tornou dominante tratou tudo isso como se fosse, e ao longo de meio século converteu Benjamin num pensador da contemplação melancólica, alguém que supostamente olha a catástrofe de longe e sabe que nada pode fazer. O anjo da história virou pôster.
Acontece que Benjamin nunca pertenceu a essa leitura, e em 2000 um filósofo italiano criou as condições para que a potência das Teses voltasse a ser praticável.
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Benjamin viveu e morreu à margem da Escola de Frankfurt. Horkheimer rejeitou sua habilitação, pagou-lhe salários de fome, censurou seus textos , interceptou correspondências que poderiam ter mudado o destino dele, e quando Benjamin morreu em Port-Bou, os mesmos que tinham as mãos atadas para salvá-lo tiveram as mãos livres para tutelar seus manuscritos durante meio século.
Essa incompatibilidade é menos biográfica do que filosófica. Frankfurt está enraizada numa estrutura kantiana que Benjamin recusou a vida inteira: agir como se o progresso existisse, como se a lei moral fosse universal, como se o sujeito europeu que contempla o mundo fosse o sujeito de todos. A pergunta que essa tradição nunca fez a si mesma (quem contempla? de onde? com que corpo?) revela que essa posição sem lugar e etnocêntrica é sempre a posição de quem pode se dar ao luxo de não ter lugar.
E a recepção de Benjamin que importa é tão pouco lida, ainda que bem conhecida e, às vezes, temida, como o próprio Anticristo.
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Em 1981, Agamben encontrou na Bibliothèque Nationale manuscritos de Benjamin que se consideravam perdidos. Organizou a edição italiana das obras completas e descobriu que no manuscrito original das Teses a palavra "fraca" aparece espaçada, letra por letra, como se Benjamin quisesse forçar o leitor a desacelerar justamente ali, onde a força messiânica é nomeada.
Achado documental, achado filológico, e em 2000, achado interpretativo: O Tempo que Resta, um seminário sobre dez palavras da Carta aos Romanos de Paulo, que se apresenta como comentário a uma carta do século I mas é o livro sobre Benjamin que ninguém tinha conseguido escrever.
Agamben não faz monumento a Benjamin, porque isso seria exatamente o que a leitura dominante faz: embalsamar, converter a tradição dos oprimidos em objeto de reverência acadêmica. O que Agamben faz é restituir potência, criar as condições para que a massa dos esquecidos volte a exigir a sua possibilidade. A exigência do inesquecível não é resgatar o passado como memória, mas devolver a ele aquilo que a "leitura tutelada" tinha retirado.
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Marx olhou para os vagabundos, os boêmios, os literatos, os trapeiros, os conspiradores, e viu proletariado em farrapos, gente supostamente incapaz de revolução. Benjamin olhou para os mesmos (através de Baudelaire) e viu os heróis da modernidade. Pasolini filmou os mesmos na periferia de Roma. Joel Rufino dos Santos viu os mesmos no Brasil e percebeu que numa sociedade onde o pobre luta para se classificar, a luta de classes não descreve o que acontece.
Agamben chama essa posição de "resto": aquilo que jamais coincide consigo mesmo, que infinitamente resiste em toda divisão. O poeta, o artista, o fora-de-classe, fala a verdade sobre a sociedade justamente porque não pertence a nenhuma das suas estruturas. E a vocação messiânica que Paulo articula não é um chamado para ocupar um lugar no mundo (como Weber quis quando traduziu vocação por profissão), mas uma revocação, o chamado que te retira da classe, e é dessa separação que nasce a potência.
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Esse livro de duzentas páginas funciona como um compêndio de toda a tradição crítica, e o curso atravessa ele inteiro com o cuidado que o texto exige. Ao longo das aulas, conceitos que pareciam pertencer a mundos separados (a imagem-tempo no cinema, a sestina na poesia, a vocação em Weber, a lei em Marx, a literatura menor em Deleuze) revelam uma estrutura comum que Agamben torna legível com um trabalho filológico raro.
Se você lê Benjamin e sente que ali tem mais do que os comentadores dizem, esse curso abre o que te mostrar. Se você se interessa por filosofia e quer entender como Agamben reposiciona a tradição inteira (de Kant a Deleuze, passando por Nietzsche, Weber e Marx) numa constelação que ninguém tinha montado, esse é o percurso. E se o que te move é a estética, o cinema, a poesia, a forma que nasce quando sob qual forma de resistência, vai reconhecer aqui a posição que já ocupa, finalmente nomeada.
Quem já leu as Teses sobre o conceito de história sabe que ali o tempo funciona de um jeito que ninguém à volta consegue explicar, uma clareza estranha, como se o texto soubesse mais do que as categorias disponíveis conseguem dizer.
Elas têm uma genealogia que ninguém costuma contar, e quando Nietzsche tentou ser o Anticristo delas, acabou confirmando a estrutura no gesto de invertê-la. O livro que você vai conhecer aqui começa onde essa inversão falha.
"Escovar a história a contrapelo" nunca foi figura de linguagem, onde a tradição dos oprimidos aparece como exigência e não como tema, onde a fraca força messiânica resiste a toda tentativa de convertê-la em metáfora.
A leitura que se tornou dominante tratou tudo isso como se fosse, e ao longo de meio século converteu Benjamin num pensador da contemplação melancólica, alguém que supostamente olha a catástrofe de longe e sabe que nada pode fazer. O anjo da história virou pôster.
Acontece que Benjamin nunca pertenceu a essa leitura, e em 2000 um filósofo italiano criou as condições para que a potência das Teses voltasse a ser praticável.
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Benjamin viveu e morreu à margem da Escola de Frankfurt. Horkheimer rejeitou sua habilitação, pagou-lhe salários de fome, censurou seus textos , interceptou correspondências que poderiam ter mudado o destino dele, e quando Benjamin morreu em Port-Bou, os mesmos que tinham as mãos atadas para salvá-lo tiveram as mãos livres para tutelar seus manuscritos durante meio século.
Essa incompatibilidade é menos biográfica do que filosófica. Frankfurt está enraizada numa estrutura kantiana que Benjamin recusou a vida inteira: agir como se o progresso existisse, como se a lei moral fosse universal, como se o sujeito europeu que contempla o mundo fosse o sujeito de todos. A pergunta que essa tradição nunca fez a si mesma (quem contempla? de onde? com que corpo?) revela que essa posição sem lugar e etnocêntrica é sempre a posição de quem pode se dar ao luxo de não ter lugar.
E a recepção de Benjamin que importa é tão pouco lida, ainda que bem conhecida e, às vezes, temida, como o próprio Anticristo.
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Em 1981, Agamben encontrou na Bibliothèque Nationale manuscritos de Benjamin que se consideravam perdidos. Organizou a edição italiana das obras completas e descobriu que no manuscrito original das Teses a palavra "fraca" aparece espaçada, letra por letra, como se Benjamin quisesse forçar o leitor a desacelerar justamente ali, onde a força messiânica é nomeada.
Achado documental, achado filológico, e em 2000, achado interpretativo: O Tempo que Resta, um seminário sobre dez palavras da Carta aos Romanos de Paulo, que se apresenta como comentário a uma carta do século I mas é o livro sobre Benjamin que ninguém tinha conseguido escrever.
Agamben não faz monumento a Benjamin, porque isso seria exatamente o que a leitura dominante faz: embalsamar, converter a tradição dos oprimidos em objeto de reverência acadêmica. O que Agamben faz é restituir potência, criar as condições para que a massa dos esquecidos volte a exigir a sua possibilidade. A exigência do inesquecível não é resgatar o passado como memória, mas devolver a ele aquilo que a "leitura tutelada" tinha retirado.
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Marx olhou para os vagabundos, os boêmios, os literatos, os trapeiros, os conspiradores, e viu proletariado em farrapos, gente supostamente incapaz de revolução. Benjamin olhou para os mesmos (através de Baudelaire) e viu os heróis da modernidade. Pasolini filmou os mesmos na periferia de Roma. Joel Rufino dos Santos viu os mesmos no Brasil e percebeu que numa sociedade onde o pobre luta para se classificar, a luta de classes não descreve o que acontece.
Agamben chama essa posição de "resto": aquilo que jamais coincide consigo mesmo, que infinitamente resiste em toda divisão. O poeta, o artista, o fora-de-classe, fala a verdade sobre a sociedade justamente porque não pertence a nenhuma das suas estruturas. E a vocação messiânica que Paulo articula não é um chamado para ocupar um lugar no mundo (como Weber quis quando traduziu vocação por profissão), mas uma revocação, o chamado que te retira da classe, e é dessa separação que nasce a potência.
*
Esse livro de duzentas páginas funciona como um compêndio de toda a tradição crítica, e o curso atravessa ele inteiro com o cuidado que o texto exige. Ao longo das aulas, conceitos que pareciam pertencer a mundos separados (a imagem-tempo no cinema, a sestina na poesia, a vocação em Weber, a lei em Marx, a literatura menor em Deleuze) revelam uma estrutura comum que Agamben torna legível com um trabalho filológico raro.
Se você lê Benjamin e sente que ali tem mais do que os comentadores dizem, esse curso abre o que te mostrar. Se você se interessa por filosofia e quer entender como Agamben reposiciona a tradição inteira (de Kant a Deleuze, passando por Nietzsche, Weber e Marx) numa constelação que ninguém tinha montado, esse é o percurso. E se o que te move é a estética, o cinema, a poesia, a forma que nasce quando sob qual forma de resistência, vai reconhecer aqui a posição que já ocupa, finalmente nomeada.
DA CONTEMPLAÇÃO À RESTITUIÇÃO
DA CONTEMPLAÇÃO À RESTITUIÇÃO
DA CONTEMPLAÇÃO À RESTITUIÇÃO
o percurso
o percurso
o percurso
Organizei o estudo desse livro em nove aulas gravadas
9 Aulas gravadas
9 Aulas gravadas
9 Aulas gravadas
As seis jornadas de Agamben são analisadas em detalhe, conceito por conceito, da primeira palavra da Carta aos Romanos até a descoberta de Paulo nas Teses de Benjamin, abrindo em cada jornada os leques interpretativos que o livro deixa latentes.
As seis jornadas de Agamben são analisadas em detalhe, conceito por conceito, da primeira palavra da Carta aos Romanos até a descoberta de Paulo nas Teses de Benjamin, abrindo em cada jornada os leques interpretativos que o livro deixa latentes.
As seis jornadas de Agamben são analisadas em detalhe, conceito por conceito, da primeira palavra da Carta aos Romanos até a descoberta de Paulo nas Teses de Benjamin, abrindo em cada jornada os leques interpretativos que o livro deixa latentes.
impacto interpretativo
impacto interpretativo
impacto interpretativo
As aulas avançam sobre territórios que o próprio livro só indica de passagem: o confronto com Adorno sobre a potência da arte, a relação entre o lumpenproletariado de Marx e os heróis da modernidade de Benjamin, e a constelação que liga Paulo a Nietzsche e Deleuze por fora da tradição frankfurtiana.
As aulas avançam sobre territórios que o próprio livro só indica de passagem: o confronto com Adorno sobre a potência da arte, a relação entre o lumpenproletariado de Marx e os heróis da modernidade de Benjamin, e a constelação que liga Paulo a Nietzsche e Deleuze por fora da tradição frankfurtiana.
As aulas avançam sobre territórios que o próprio livro só indica de passagem: o confronto com Adorno sobre a potência da arte, a relação entre o lumpenproletariado de Marx e os heróis da modernidade de Benjamin, e a constelação que liga Paulo a Nietzsche e Deleuze por fora da tradição frankfurtiana.
Para quem é este curso
Para quem é este curso
Para quem lê Benjamin e sente que ali tem mais do que os comentadores conseguem explicar. Para quem trabalha com imagem, palavra, ritmo ou forma e intui que há mais ali.
O que você leva
O que você leva
O que você leva
A gramática que sustenta as Teses e que a leitura habitual tornou ilegível. Instrumentos para ler Benjamin dentro da constelação que Agamben abriu e reconhecer na sua própria prática a trabalho que as Teses fazem.
A gramática que sustenta as Teses e que a leitura habitual tornou ilegível. Instrumentos para ler Benjamin dentro da constelação que Agamben abriu e reconhecer na sua própria prática a trabalho que as Teses fazem.
A leitura tutelada durou meio século. A restituição começa aqui.
Inscrições até sábado incluem participação na aula ao vivo sobre "A pequena história da fotografia", de Walter Benjamin.
O curso percorre o livro inteiro com o cuidado filológico que o texto exige, e ao longo do caminho abre aquilo que Agamben comprimiu em poucas páginas mas que precisa de tempo e de interlocução para se desdobrar. São nove aulas gravadas para assistir no seu ritmo, cada uma acompanhada dos textos trabalhados em PDF e de sínteses detalhadas para quem quer voltar ao material, reler, cruzar referências, fazer o texto render o que ele tem para render.
A inscrição dá acesso por noventa dias à comunidade d'A Engenhoca, e isso significa mais do que um espaço para tirar dúvidas (que também existe, com interlocução direta com o professor). A comunidade é onde o trabalho continua: aulas extras que não estão no programa, novas aulas que vou dando à medida que o pensamento avança, e convites para encontros ao vivo com quem acabou de entrar. Quem se inscreve no curso entra num percurso que está vivo, não numa gaveta de conteúdo.
Preço atual
20% Off
R$360
R$450
por R$360
O valor promocional não tem data de encerramento fixa porque costumo cortar a promoção quando decido que cortou, sem aviso prévio.
Divida em até 12x no cartão
Comunidade dedicada
Suporte do professor
Materiais complementares
90 dias de acesso
A leitura tutelada durou meio século. A restituição começa aqui.
Inscrições até sábado incluem participação na aula ao vivo sobre "A pequena história da fotografia", de Walter Benjamin.
O curso percorre o livro inteiro com o cuidado filológico que o texto exige, e ao longo do caminho abre aquilo que Agamben comprimiu em poucas páginas mas que precisa de tempo e de interlocução para se desdobrar. São nove aulas gravadas para assistir no seu ritmo, cada uma acompanhada dos textos trabalhados em PDF e de sínteses detalhadas para quem quer voltar ao material, reler, cruzar referências, fazer o texto render o que ele tem para render.
A inscrição dá acesso por noventa dias à comunidade d'A Engenhoca, e isso significa mais do que um espaço para tirar dúvidas (que também existe, com interlocução direta com o professor). A comunidade é onde o trabalho continua: aulas extras que não estão no programa, novas aulas que vou dando à medida que o pensamento avança, e convites para encontros ao vivo com quem acabou de entrar. Quem se inscreve no curso entra num percurso que está vivo, não numa gaveta de conteúdo.
Preço atual
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R$360
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Materiais complementares
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A leitura tutelada durou meio século. A restituição começa aqui.
Inscrições até sábado incluem participação na aula ao vivo sobre "A pequena história da fotografia", de Walter Benjamin.
O curso percorre o livro inteiro com o cuidado filológico que o texto exige, e ao longo do caminho abre aquilo que Agamben comprimiu em poucas páginas mas que precisa de tempo e de interlocução para se desdobrar. São nove aulas gravadas para assistir no seu ritmo, cada uma acompanhada dos textos trabalhados em PDF e de sínteses detalhadas para quem quer voltar ao material, reler, cruzar referências, fazer o texto render o que ele tem para render.
A inscrição dá acesso por noventa dias à comunidade d'A Engenhoca, e isso significa mais do que um espaço para tirar dúvidas (que também existe, com interlocução direta com o professor). A comunidade é onde o trabalho continua: aulas extras que não estão no programa, novas aulas que vou dando à medida que o pensamento avança, e convites para encontros ao vivo com quem acabou de entrar. Quem se inscreve no curso entra num percurso que está vivo, não numa gaveta de conteúdo.
Preço atual
20% Off
de R$450
R$450
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O valor promocional não tem data de encerramento fixa porque costumo cortar a promoção quando decido que cortou, sem aviso prévio.
Divida em até 12x no cartão
Comunidade dedicada
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Materiais complementares
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Rogério Mattos
Prof.º Dr.º

Rogério Mattos
Prof.º Dr.º

Rogério Mattos
Prof.º Dr.º
// QUEM CRIOU as aulas //
// QUEM CRIOU as aulas //
Sou doutor em Estudos Literários pela UFF, com formação que atravessa História, Literatura Portuguesa e História da África. Quinze anos entre sala de aula e pesquisa, ensino básico e superior, educação pública e privada.
Mas o que me move não cabe no currículo: é esse modo de pensar que faz as disciplinas perderem o contorno.
Ver em Agamben não um filósofo para especialistas, mas alguém que restituiu a Benjamin a potência que a leitura administrada tinha retirado. Perceber que a recapitulação, a imagem-tempo e a literatura menor são nomes diferentes para a mesma operação que o cinema, a poesia e a filosofia praticam quando o material resiste à síntese.
Desde 2016, cultivo isso através d'O Abertinho — textos que circularam por Teoria e Debate, Brasil de Fato, GGN e periódicos acadêmicos. Sempre na fronteira entre rigor teórico e intervenção crítica. Sempre recusando a separação entre pensar e agir.
Se algo aqui ressoou, é porque esse modo de pensar chama outro. Pensamento vivo sempre funciona assim.
Sou doutor em Estudos Literários pela UFF, com formação que atravessa História, Literatura Portuguesa e História da África. Quinze anos entre sala de aula e pesquisa, ensino básico e superior, educação pública e privada.
Mas o que me move não cabe no currículo: é esse modo de pensar que faz as disciplinas perderem o contorno. Ver Pasolini como quem interroga a cultura atravessando fronteiras. Perceber em Coutinho um dispositivo que desmonta o olhar colonizador. Reconhecer nos Racionais o gesto da literatura menor.
Desde 2016, cultivo isso através d'O Abertinho — textos que circularam por Teoria e Debate, Brasil de Fato, GGN e periódicos acadêmicos. Sempre na fronteira entre rigor teórico e intervenção crítica. Sempre recusando a separação entre pensar e agir.
Se algo aqui ressoou, é porque esse modo de pensar chama outro. Pensamento vivo sempre funciona assim.
Sou doutor em Estudos Literários pela UFF, com formação que atravessa História, Literatura Portuguesa e História da África. Quinze anos entre sala de aula e pesquisa, ensino básico e superior, educação pública e privada.
Mas o que me move não cabe no currículo: é esse modo de pensar que faz as disciplinas perderem o contorno. Ver Pasolini como quem interroga a cultura atravessando fronteiras. Perceber em Coutinho um dispositivo que desmonta o olhar colonizador. Reconhecer nos Racionais o gesto da literatura menor.
Desde 2016, cultivo isso através d'O Abertinho — textos que circularam por Teoria e Debate, Brasil de Fato, GGN e periódicos acadêmicos. Sempre na fronteira entre rigor teórico e intervenção crítica. Sempre recusando a separação entre pensar e agir.
Se algo aqui ressoou, é porque esse modo de pensar chama outro. Pensamento vivo sempre funciona assim.
Não perca tempo!
Conheça o antimonumento a Walter Benjamin: o livro que restituiu às Teses a potência que a leitura dominante tinha convertido em contemplação.
Não perca tempo!
Conheça o antimonumento a Walter Benjamin: o livro que restituiu às Teses a potência que a leitura dominante tinha convertido em contemplação.
Não perca tempo!
Conheça o antimonumento a Walter Benjamin: o livro que restituiu às Teses a potência que a leitura dominante tinha convertido em contemplação.